Encalhes de pinguins-de-magaglhães foram registrados desde o dia 15 de agosto; entenda as possíveis causas do encalhe em massa das aves
Esther Zancan
Publicado em 28/08/2025, às 07h47
O encalhe em massa de pinguins no litoral sul de São Paulo já contabiliza mais de 880 aves encontradas mortas, na área de monitoramento do Instituto de Pesquisas Cananeia (IPeC), entre Cananeia, Iguape e Ilha Comprida. O balanço corresponde ao período entre 15 e 26 de agosto.
O IPeC lembra que todo ano, no litoral sul paulista, ocorre a temporada de encalhes de pinguins, que normalmente tem início em junho e segue até dezembro, sendo comumente julho e agosto os meses com o maior número de ocorrências. Nesse período, grande parte dos registros são de pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus). No dia 15 de agosto deste ano, houve um aumento significativo no número de encalhes na área de atuação do instituto.
Os números atualmente deste recorte da temporada chegam à marca de 881 pinguins, com apenas um indivíduo encontrado com vida, que segue em reabilitação. Confira a relação de pinguins encontrados nos trechos monitorados pelo IPeC:
Os animais desses encalhes em massa chegaram em avançado estágio de decomposição, o que inviabilizava uma avaliação precisa das causas da morte. No entanto, com base no quadro clínico dos animais encontrados com vida e na necropsia das carcaças frescas, o IPeC cita como possíveis causas dos encalhes os efeitos da migração por longas distâncias, dificuldade em encontrar alimento, parasitoses, quadros infeciosos e a interação com a pesca.
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O IPeC reforça as orientações para conduta caso a população encontre pinguins mortos ou vivos nas praias.
Entre em contato com o com a instituição que executa o monitoramento da sua região. Na região de Cananeia, Iguape e Ilha Comprida, entre em contato com o IPeC pelos telefones: (13) 3851-1779; 0800 642 33 41 e Whatsapp: (13) 99691-7851.
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