Animal juvenil foi localizado em avançado estado de decomposição, na praia de Guaratuba, em Bertioga; necropsia será realizada pelo Instituto Gremar
Lenildo Silva
Publicado em 07/08/2025, às 14h08 - Atualizado às 15h29
Uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil, fêmea, com cerca de 10 metros de comprimento, foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (6), na praia de Guaratuba, em Bertioga, litoral de São Paulo.
🐋 | Baleia-jubarte de 10 metros é encontrada morta em praia do litoral de SP
— Portal Costa Norte (@costanortenews) August 7, 2025
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A ocorrência foi atendida pelo Instituto Gremar por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Ao chegar ao local, a equipe confirmou o encalhe em óbito do animal, já em avançado estágio de decomposição. Por esse motivo, a causa da morte não pôde ser determinada no momento.
De acordo com o Gremar, uma coleta de amostras foi realizada, para exames posteriores no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, em Guarujá. Após o procedimento técnico, a equipe de limpeza pública foi acionada para fazer a remoção da carcaça da baleia.
Por meio de nota, a prefeitura informou que o Departamento de Operações Ambientais (DOA) foi acionado para prestar apoio ao Gremar na ocorrência de encalhe de uma baleia na Praia de Guaratuba.
De acordo com o departamento, após os procedimentos técnicos realizados pela equipe do Gremar, a Secretaria de Serviços Urbanos realizou a remoção da carcaça da faixa de areia.
Além das baleias-jubarte, diversos pinguins-de-magalhães têm sido encontrados mortos ou debilitados nas praias do litoral paulista ao longo da temporada de inverno. A espécie, que migra anualmente da Patagônia argentina e chilena em busca de águas mais quentes e alimento, enfrenta uma jornada de mais de 2.000km até o Brasil.
Devido à longa viagem, muitos não resistem e morrem por fadiga, inanição ou ingestão de lixo marinho. Apenas quatro, dos 47 pinguins resgatados na primeira semana de julho, sobreviveram e estão em reabilitação. A situação é agravada pela poluição, que ameaça diretamente a espécie, especialmente os indivíduos mais jovens.
Os institutos do litoral norte de Baixada Santista orientam que a população não toque ou tente ajudar os animais encalhados e, em vez disso, acione as autoridades competentes das respectivas cidades.
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