Após ciclone e ressaca, litoral de SP tem praias impróprias para banho; saiba quais são elas

Das 175 praias monitoradas pela Cetesb, apenas 11 estão com bandeira vermelha; veja a situação no litoral norte e Baixada Santista

Esther Zancan
Publicado em 01/08/2025, às 07h51

Boletim da Cetesb foi divulgado na quinta-feira (31) - Esther Zancan


Depois de uma semana com ciclone extratropical e ressaca marítima, o litoral de São Paulo está com 11 praias impróprias para banho, de acordo com o boletim da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), divulgado nesta quinta-feira (31). A Cetesb monitora 175 praias. 

No litoral norte, os dois trechos monitorados da praia de Itaguá (próximos aos números 240 e 1.724, da avenida Leovigildo Dias Vieira) e as praias de Picinguaba, Ipeoig e o rio Itamambuca, em Ubatuba, estão com bandeira vermelha, indicativa de que estão impróprias ao banho. Em Caraguatatuba, a praia do Indaiá segue imprópria. Todas as demais praias de ambas as cidades e as praias de Ilhabela e São Sebastião estão com condições normais de balneabilidade, com bandeira verde.

Praia do Indaiá, em Caraguatatuba, é uma das que estão com bandeira vermelha no litoral norte - Turismo Caraguatatuba

 



Já na Baixada Santista, apenas Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Mongaguá têm praias com bandeira vermelha. Em Guarujá, a praia do Perequê está com bandeira vermelha. Em São Vicente, a Prainha; em Praia Grande, Vila Tupi e Vila Mirim; em Mongaguá, a praia de Vera Cruz. Bertioga, Santos, Itanhaém e Peruíbe estão com todas as praias próprias para o banho. 

Fique atento

A Cetesb realiza a coleta de amostras de água em diversos pontos da costa paulista, seguindo os critérios definidos pela Resolução nº 274/00 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Segundo Claudia Lamparelli, gerente da divisão de águas litorâneas da Cetesb, o objetivo principal do programa é monitorar a qualidade das praias do estado, permitindo que a população escolha locais seguros para frequentar.

Semanalmente, são realizadas análises para verificar a densidade de bactérias fecais, como enterococos, nas amostras de água coletadas durante cinco semanas consecutivas. Além dessas bactérias, fatores como a presença de óleo, maré vermelha, floração de algas tóxicas e surtos de doenças transmitidas pela água também podem comprometer a qualidade da praia, tornando-a imprópria para banho.



A Cetesb alerta que o banho de mar deve ser evitado até 24 horas após chuvas. Também não é recomendável nadar em canais, córregos e rios que desembocam no oceano, nem ingerir água do mar. Crianças, idosos e pessoas com imunidade reduzida são mais vulneráveis a doenças e infecções ao entrar em contato com águas contaminadas. Além da gastroenterite, podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta.

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