Águas-vivas encalham em praias do litoral de SP; saiba os riscos e causas

Animais marinhos surgiram nas praias Ocian, Tupi e Jardim Real; especialistas apontam mudança de estação e pesca de arrasto como causas

Lenildo Silva
Publicado em 29/09/2025, às 17h15

Ocorrência, segundo os biólogos, está diretamente ligada à mudança de estação - Foto: Ruth Salles


Banhistas que frequentaram as praias de Praia Grande, no litoral de São Paulo, no fim de semana, se surpreenderam ao encontrar diversas águas-vivas espalhadas pela faixa de areia e próximas à beira do mar. Os registros ocorreram nos bairros Ocian, Tupi e Jardim Real, e chamou a atenção de moradores e turistas que se depararam com a presença dos animais e registraram em fotos.

Águas-vivas foram avistadas na faixa de areia e próximas à beira do mar - Foto: Mirian Araujo

De acordo com especialistas do Instituto BioPesca (IBP), trata-se do encalhe da espécie Lychnorhiza lucerna, conhecida popularmente como medusa-mármore. A ocorrência, segundo os biólogos, está diretamente ligada à mudança de estação, que altera a temperatura do mar e torna o ambiente mais favorável à presença de organismos que servem de alimento para esses animais marinhos.

Além da questão climática, os pesquisadores destacam que a pesca de arrasto também contribui para o aumento do encalhe, pois ao serem descartadas das redes de pesca, o movimento das correntes marítimas levam as águas-vivas até a orla da praia, fenômeno frequentemente observado ao longo da costa brasileira.



Apesar do aspecto intimidador, os especialistas afirmam que a medusa-mármore não representa risco grave para os banhistas. No entanto, o contato com os tentáculos pode provocar queimaduras moderadas na pele, acompanhadas de dor, vermelhidão e inchaço. Em alguns casos, os sintomas podem evoluir para tontura, vômito ou dificuldade para respirar.

 

Contato com os tentáculos pode provocar queimaduras moderadas na pele - Foto: Ruth Salles

 



A orientação é não encostar nas águas-vivas e acionar os guarda-vidas imediatamente. Em situações de contato, a orientação é sair do mar e lavar o local afetado com soro fisiológico, ou água do mar, nunca com água doce ou produtos de limpeza, que potencializam os efeitos da toxina.

Os tentáculos devem ser retirados com cuidado e o ferimento protegido com protetor solar. Se a irritação persistir, a recomendação é procurar um posto de saúde para avaliação profissional adequada.

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