Equipe ambiental removeu colmeia de abelhas africanizadas de caixa de energia, em Vicente de Carvalho, e a realocou em área de preservação
Lenildo Silva
Publicado em 12/11/2025, às 19h07
Uma colmeia de abelhas africanizadas de grandes proporções foi removida de uma residência desabitada no bairro Sítio Paecara, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, no litoral de São Paulo.
A operação, realizada no dia 23 de outubro, foi conduzida pelo Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) após denúncias de moradores sobre a presença constante de insetos e ataques registrados na região.
O enxame estava instalado dentro de uma caixa de energia elétrica desativada na parede externa da casa, que permaneceu fechada por longo período. De acordo com a equipe técnica, a colmeia existia havia cerca de um ano, tempo suficiente para o aumento expressivo da população de abelhas e ampliação do alveário. O ambiente escuro e protegido favoreceu o crescimento do enxame.
A retirada foi considerada complexa devido à profundidade e tamanho da colmeia. Os agentes utilizaram roupas de proteção e equipamentos específicos para o manejo da espécie (Apis melífera), conhecida por seu comportamento defensivo. O processo exigiu várias horas de trabalho e foi concluído sem feridos ou incidentes.
Após a remoção, as abelhas e seu ninho foram realocados em área de mata da APA Cabeça do Dragão, próxima à praia do Saco do Major. Segundo o GDA, o local foi escolhido por oferecer condições adequadas de abrigo e alimentação, além de manter distância segura de áreas residenciais.
As abelhas africanizadas são uma espécie híbrida altamente produtiva, resultado do cruzamento entre abelhas europeias e africanas. Apesar de seu importante papel na polinização de plantas e manutenção dos ecossistemas, o contato direto com humanos pode gerar acidentes devido à natureza territorial dessas abelhas.
O Grupamento de Defesa Ambiental reforça que os moradores não devem tentar remover colmeias por conta própria. A recomendação é acionar equipes qualificadas para garantir a segurança das pessoas e a preservação dos insetos, considerados fundamentais para o meio ambiente e para a produção agrícola.
A Defesa Ambiental reforça que, ao identificar colmeias próximas a residências, os moradores devem encaminhar as denúncias ou pedidos de remoção diretamente à Secretaria de Meio Ambiente ou ao telefone de emergência do GDA 153.
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