Uso de caixa de som nas praias de Guarujá gera multa e apreensão

Código de posturas do município proíbe equipamentos sonoros na faixa de areia, para garantir o sossego dos banhistas locais

Redação
Publicado em 04/08/2026, às 15h54

Fiscais orientam moradores e turistas sobre as regras de convivência e recolhem os aparelhos em casos de resistência - Reprodução/Envato/AI Generated Image


Ligar caixas de som ou equipamentos de percussão nas praias de Guarujá, litoral de São Paulo, é uma prática estritamente proibida e que pesa no bolso do infrator. De acordo com a prefeitura, a legislação municipal veta o uso desses aparelhos na faixa de areia, nos jardins e nos calçadões para garantir o sossego público.

A regra integra o Código de Posturas do município e abrange qualquer atividade que cause perturbação aos frequentadores da orla. Para coibir os abusos, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), policiais militares e fiscais da Secretaria de Defesa e Convivência Social mantêm rondas diárias pelas praias da cidade.

Abordagem e multas

A fiscalização funciona de forma gradativa. Em um primeiro momento, as equipes de segurança conversam com o banhista, entregam material informativo e pedem o desligamento imediato do som. Segundo a administração municipal, o diálogo resolve a maior parte dos conflitos.



Caso o proprietário recuse a orientação oficial, os agentes apreendem o equipamento na mesma hora. A infração gera a abertura de um processo administrativo e a aplicação de multa direta no Cadastro de Pessoa Física (CPF) do autor, que também deve arcar com todas as custas processuais.

Outras proibições

Além do bloqueio aos equipamentos sonoros, o governo local impõe outras regras rigorosas de convivência nas praias. Conforme as diretrizes da cidade, os frequentadores não podem:

A fiscalização intensiva também contribui para a segurança geral. Dados da Secretaria de Defesa e Convivência Social apontam que o ordenamento das praias reduziu os índices de furtos e roubos na areia pela metade em períodos de alta temporada. Moradores e turistas podem denunciar abusos e irregularidades pelo telefone 153.



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