Ação na creche Eduardo Furkini reuniu alunos, pais e educadores na terça-feira (2), para resgatar a cultura e criar memórias
Redação
Publicado em 09/06/2026, às 09h31
Pintar as ruas para a Copa do Mundo sempre foi tradição no Brasil, mas tem sido cada vez menos lembrada nos anos recentes. É isso que uma creche de São Vicente, litoral paulista, tenta recuperar.
Bandeiras, troféus, mascotes e até o famoso cachorro caramelo ganharam espaço no chão da creche Eduardo Furkini, na terça-feira (2). Em clima de Copa, crianças, familiares e educadores se uniram e colocaram a mão na massa.
Mais do que preparar a cidade para o maior evento do futebol mundial, a iniciativa teve o objetivo de proporcionar às crianças uma experiência cultural e afetiva que muitos adultos guardam com carinho na memória. A proposta surgiu desse desejo de reviver momentos da infância e transmiti-los às novas gerações.
A atendente de educação Danúbia Brandão destacou a importância da vivência. "A gente lembra de como era presente pintar as ruas durante a Copa, quando toda a comunidade se reunia. É importante passar essas vivências adiante, e a escola é um dos melhores lugares para isso. Muitas dessas crianças terão agora a primeira lembrança de uma Copa do Mundo", afirmou.
A ação também fortaleceu os laços entre escola e família. Pais, responsáveis e funcionários participaram da pintura e transformaram o momento em uma verdadeira construção coletiva. Enquanto alguns desenhavam, outros pintavam, para reforçar o espírito de união que acompanha o período de Copa.
Os educadores escolheram os desenhos após pesquisas e referências ligadas ao Brasil e ao futebol. Entre os destaques estavam a Bandeira nacional, o troféu da Copa, mascotes e o cachorro caramelo, figura que se tornou um símbolo popular da identidade brasileira.
A educadora Mariana Lira ajudou a elaborar os desenhos e ressaltou que a principal motivação foi garantir a oportunidade de as crianças carregarem essas lembranças para o futuro.
Nossa infância foi marcada por pintar a rua e pendurar bandeirinhas. Queríamos mostrar isso para as crianças e marcar a infância delas também. Para muitas, esta será a primeira Copa da vida, então viver esse momento ao lado dos pais é algo muito especial", contou.
Entre os pequenos artistas, a animação era evidente. A aluna Isadora, de três anos, participou da atividade ao lado da mãe e não escondeu a empolgação ao escolher o desenho favorito. "Gostei muito de pintar o cachorro [caramelo]", comemorou.
A mãe de Isadora, Érica dos Anjos, apontou a iniciativa como uma oportunidade de reviver histórias e criar novas lembranças. "Hoje é muito difícil ver esse tipo de tradição. Participar disso com minha filha é praticamente reviver uma história e, ao mesmo tempo, criar novas memórias", comentou.
A secretária de Educação, Michelle Paraguai, ressaltou a importância de intervenções culturais como essa. "Incentivar esse clima de Copa é incentivar a construção de memórias, o sentimento de pertencimento e a coletividade. É uma ação que envolve arte, lazer e participação da comunidade. Quando essas crianças crescerem e assistirem a outra Copa do Mundo, certamente vão se lembrar deste momento", concluiu.
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