Tarifaço de Trump pode encarecer carne, gasolina e alimentos no Brasil; entenda

Com nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida dos EUA pode pressionar inflação e pesar no bolso do consumidor

Redação
Publicado em 10/07/2025, às 10h19

Medida imposta por Donald Trump pressiona o dólar e pode encarecer produtos básicos no Brasil - CN


Exportadores devem repassar parte do custo da tarifa imposta pelos EUA ao mercado interno, o que pode elevar preços de itens como carne, frutas, papel, aço e combustíveis nos próximos meses. Entenda: 

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar  tarifa de 50% sobre  os produtos brasileiros exportados para o país, a partir de 1º de agosto, pode impactar diretamente o dia a dia do consumidor no Brasil. A medida, com forte viés político, afeta setores estratégicos da economia, com potencial para provocar aumento nos preços de alimentos, combustíveis e produtos básicos.

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Entre os principais itens que o Brasil exporta para os EUA estão petróleo e derivados, carnes, frutas, ferro e aço, papel e celulose. Com a nova tarifa, empresas exportadoras vão enfrentar perda de competitividade e, para equilibrar os prejuízos, devem repassar parte dos custos ao mercado interno. Isso significa gasolina mais cara, carne mais cara e, em geral, uma pressão sobre a inflação nos próximos meses.

O dólar também sentiu os reflexos. Na abertura do pregão desta quinta-feira (10), a moeda americana disparou 2,37%, e chegou a R$ 5,576, enquanto o Ibovespa caiu 1,31%, e atingiu 137.481 pontos. Segundo analistas da Suno Research e da Hike Capital, a valorização do dólar ocorre por causa da expectativa de menor entrada de divisas com as exportações, além da instabilidade gerada pela medida.

Na prática, o aumento do dólar encarece produtos importados, combustíveis e insumos industriais. Esse efeito em cadeia pode ser sentido nos supermercados, nos postos de gasolina e até na conta de luz. Além disso, setores que dependem de insumos importados, como eletrodomésticos, automóveis e tecnologia, podem registrar aumentos adicionais.



A decisão dos EUA foi classificada como política e desproporcional por analistas e pelo governo brasileiro, que convocou o embaixador americano e reagiu com firmeza. Ainda há expectativa de que a tarifa seja renegociada até agosto, mas a tensão diplomática pode dificultar qualquer recuo imediato.

Fontes: InfoMoney, Empiricus, Hike Capital, Suno Research



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