Encontro discute riscos de eventos extremos e os possíveis impactos das mudanças climáticas na Baixada Santista, além de medidas de prevenção
Redação
Publicado em 19/08/2026, às 13h28
As possíveis consequências do Super El Niño e os impactos das mudanças climáticas na Baixada Santista foram tema de discussão promovida em Cubatão. O fenômeno tem chamado a atenção de autoridades e especialistas devido à possibilidade de influenciar o comportamento das temperaturas, das chuvas e de eventos extremos na região.
Entre os eventos que preocupam estão períodos de calor intenso, chuvas fortes, ventos e tempestades. Em Cubatão, a prefeitura já criou uma comissão permanente para acompanhar o fenômeno e elaborar medidas de enfrentamento.
O município também trabalha na elaboração de um Plano de Enfrentamento ao Fenômeno El Niño. A estratégia prevê a integração entre secretarias municipais, ações de capacitação, orientação da população e acompanhamento das condições meteorológicas.
A Defesa Civil de Cubatão também destaca a importância da preparação para ocorrências como alagamentos e deslizamentos. O município possui planos de contingência voltados para períodos de chuvas intensas, incluindo medidas específicas para áreas da Serra do Mar e do polo industrial.
Especialistas apontam que o El Niño pode contribuir para temperaturas acima da média na Baixada Santista. Segundo análise divulgada pela prefeitura de Santos, o fenômeno também pode atuar como fator agravante para tempestades mais intensas, embora não seja possível estabelecer, de forma antecipada, um padrão único para o volume de chuvas na região.
Além dos efeitos do fenômeno climático, o debate aborda a relação com as mudanças climáticas. O El Niño é um fenômeno natural associado ao aquecimento das águas do oceano Pacífico Equatorial, enquanto as mudanças climáticas estão relacionadas principalmente ao aumento da concentração de gases de efeito estufa e às alterações provocadas pelas atividades humanas.
Para a Baixada Santista, a combinação de fatores reforça a necessidade de planejamento e monitoramento. A preparação busca reduzir os impactos de possíveis eventos extremos e melhorar a capacidade de resposta das cidades diante de situações de risco.