SARAMPO

Cubatão tem casos de sarampo? Saúde atualiza cenário no município

Município reforça orientação após registros da doença no estado de São Paulo e informa mudança no esquema de imunização contra poliomielite

Manchas vermelhas espalhadas pelo pescoço e parte superior das costas, sintoma característico associado ao sarampo
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo - Divulgação/Agência Brasil


Cubatão mantém a oferta de vacinas contra sarampo e poliomielite em 15 unidades de Saúde. A Secretaria de Saúde reforçou as orientações sobre a imunização após registros de sarampo no estado de São Paulo e mudança determinada pelo Ministério da Saúde no esquema vacinal contra a poliomielite.

Segundo a Secretaria de Saúde, Cubatão não registra casos de sarampo. A vacinação com a tríplice viral segue na rotina do município, com primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses. Quem já completou o esquema não precisa receber nova dose.

Pessoas de até 29 anos devem receber duas doses da vacina contra o sarampo, enquanto aquelas de 30 a 59 anos devem tomar uma dose. Profissionais da Saúde, independentemente da idade, precisam receber duas doses.



A tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola. As doses ficam disponíveis para quem ainda não iniciou ou completou o esquema e para pessoas que não possuem comprovante de vacinação.

Esquema contra poliomielite muda

Desde segunda-feira (3), por determinação do Ministério da Saúde, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a contar com mais uma dose de reforço, aplicada aos 4 anos. O esquema informado pela Secretaria de Saúde de Cubatão prevê a primeira dose aos 2 meses, a segunda aos 4 meses e a terceira aos 6 meses. O primeiro reforço ocorre aos 15 meses e o segundo, aos 4 anos.

Onde tomar as vacinas em Cubatão

A tríplice viral, a vacina contra poliomielite e os demais imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) estão disponíveis nas 15 unidades de Saúde de Cubatão com salas de vacina, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Unidades com horário ampliado mantêm atendimento até as 19 horas.



As salas de vacinação ficam nas seguintes unidades:

  • USF Vila Natal - rua dos Cravos, 331;
  • UBS Jardim Casqueiro - rua Espanha, s/nº;
  • USF Vila Nova - rua São João, s/nº;
  • USF Vila São José - avenida Bandeirantes, s/nº;
  • USF Vila dos Pescadores - rua Santa Júlia, s/nº;
  • USF Morro do Índio - avenida Principal, 3.469, Vila Esperança;
  • USF Vale Verde - rua Ver. Paulo Enos, s/nº;
  • USF Cota 95 — Faixa do Oleoduto, s/nº, Pinhal do Miranda;
  • USF Cota 200 — 2ª passarela da Via Anchieta, km 50, s/nº;
  • USF Pilões — Caminho dos Pilões, 974;
  • USF Ilha Caraguatá - rua Feud Farah, s/nº;
  • USF Área 5 - rua Manoel Leal, s/nº, Jardim São Francisco;
  • USF Mário Covas - rua da Primavera, s/nº, Vila Natal;
  • USF Jardim 31 de Março - rua Antônio Simões de Almeida, s/nº;
  • USF Jardim Nova República/Bolsão - avenida Dep. Esmeraldo Tarquínio, s/nº.

Sarampo

O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.

Contágio 

O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar ou respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.

Arte sarampo sintomas



Sintomas

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo. O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.

A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.

Vacinação

A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.



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