Produtos para unhas artificiais têm 90 dias para sair do mercado. Substâncias são ligadas a problemas reprodutivos
Redação
Publicado em 01/11/2025, às 19h06
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, durante a semana, a proibição de duas substâncias químicas em cosméticos. A medida afeta o TPO (óxido de difenilfosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina).
Esses ingredientes são comuns em produtos para unhas artificiais em gel, ou esmaltes em gel, que exigem luz UV ou LED.
A decisão tem caráter preventivo e visa proteger a saúde da população. A Anvisa busca reduzir riscos de câncer e problemas reprodutivos e alinha o Brasil aos padrões de segurança da União Europeia, que também baniu os ingredientes.
A diretora da Anvisa, Daniela Marreco, explicou que não há motivo para pânico. A medida visa proteger especialmente as profissionais de beleza, mais expostas no dia a dia, já que os riscos estão associados a "exposições repetidas e prolongadas".
Estudos internacionais em animais confirmaram os riscos associados às substâncias. O DMPT é classificado como uma substância que "pode causar câncer" em humanos. Já o TPO é classificado como "tóxico para a reprodução", podendo prejudicar a fertilidade.
A fabricação, importação e novos registros de produtos com TPO ou DMPT estão proibidos imediatamente. Empresas e estabelecimentos têm 90 dias para parar de vender ou utilizar os produtos já em circulação.
Após esse prazo, todos os registros desses produtos serão cancelados pela Anvisa. As empresas responsáveis deverão realizar o recolhimento dos itens que ainda estiverem em lojas e distribuidoras.
A Anvisa orienta os consumidores a verificarem a lista de ingredientes no rótulo dos cosméticos. As substâncias podem aparecer com diferentes nomenclaturas técnicas.
O TPO (CAS nº 75980-60-8) pode ser listado como:
Já o DMPT ou DTMA (CAS nº 99-97-8) pode estar descrito como:
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