Assessora Juliana Lima alerta sobre os perigos dos juros compostos nas dívidas e orienta sobre o corte de despesas em três camadas
Redação
Publicado em 11/06/2026, às 09h07
O equilíbrio financeiro na administração de despesas domésticas representa um desafio diário para muitas pessoas. Para orientar sobre a escolha correta dos recursos financeiros, a assessora de investimentos Juliana Lima detalha estratégias essenciais para lidar com o crédito e controlar o endividamento sem perder a tranquilidade.
De acordo com Juliana, o crédito não funciona como vilão nem como 'mocinho', mas sim, como uma ferramenta de planejamento. A utilização estratégica antecipa oportunidades, enquanto as decisões por impulso comprometem a renda futura. O recurso consiste no uso de dinheiro de terceiros para pagamento posterior, por meio de cartões, cheque especial, empréstimos ou financiamentos.
A assessora aponta que o crédito possui utilidade em cenários bem específicos:
A compreensão exata do sistema de crédito exige atenção à incidência de taxas. No modelo de juros simples, o consumidor paga o encargo apenas sobre o valor inicial. Já os juros compostos, aplicados regularmente pelas instituições financeiras, cobram sobre o montante acumulado, no formato de juros sobre juros.
Juliana Lima explica a diferença na rotina financeira:
Nos investimentos, os juros compostos trabalham ao nosso favor. Nas dívidas, contra a gente. Eu sempre costumo dizer, né? Juros compostos é a oitava maravilha do mundo. Ou a gente paga ou a gente recebe."
A análise de um contrato de crédito demanda atenção ao custo efetivo total (CET), em vez da verificação isolada do valor da parcela. O indicador reúne juros, tarifas e impostos da operação financeira. Muitas taxas anunciadas como baixas escondem encargos adicionais. Diante da falta de clareza sobre o CET, a orientação da assessora é desconfiar da proposta.
O planejamento financeiro reduz o custo de aquisição de bens. Quem financia um veículo antecipa a posse do bem, mas arca com encargos elevados. Por outro lado, o cidadão que poupa acumula rendimentos a seu favor e garante poder de barganha para uma negociação à vista.
Certos comportamentos no orçamento familiar acendem um sinal de alerta. O cheque especial funciona exclusivamente como socorro emergencial e nunca deve integrar a renda mensal fixa.
O uso rotativo do cartão de crédito exige substituição imediata por parcelamentos negociados com juros menores. Além disso, propostas de crédito pré-aprovado fácil e ofertas de instituições não autorizadas representam armadilhas de golpes financeiros.
Para quem já enfrenta o endividamento, a assessora de investimentos recomenda um plano estruturado de ação. O processo inicia com o mapeamento completo dos credores, valores totais, prazos de quitação e taxas incidentes. O consumidor deve interromper a contratação de novas dívidas e focar na renegociação ou na troca de contratos caros por opções mais baratas.
A reestruturação do orçamento doméstico envolve o corte de despesas. Segue a lista com as fases de economia indicadas pela assessora:
A busca por renda extra temporária também acelera a saída da inadimplência. Juliana reforça que o cumprimento rigoroso dos acordos e das datas estabelecidas impede o crescimento dos débitos, pois a disciplina remove os obstáculos do caminho. O planejamento estruturado, e não o crédito, assegura a tranquilidade e a retomada dos sonhos familiares.
* Com informações de Juliana Lima, para o quadro Papo de Finanças, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.