Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira dá dicas de como investir o dinheiro, caso não haja dívidas; veja como receber
Redação
Publicado em 05/06/2024, às 15h43 - Atualizado às 16h11
A partir do dia 17 de junho, o abono salarial do PIS/Pasep (ano base de 2022) será pago para as pessoas nascidas entre junho e agosto. Mas, para ter acesso ao benefício, é preciso ter renumeração média de até dois salários mínimos, ser inscrito no programa por, no mínimo, cinco anos, e ter os dados atualizados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Para verificar o valor recebido, basta entrar no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS, ou no portal gov.br.
O valor será depositado diretamente na conta de quem possui conta-corrente ou cardeneta de poupança, na Caixa Econômica Federal, ou no Banco do Brasil. Caso não possua conta nesses bancos, é necessário procurar a instituição financeira para o saque.
No caso do PIS, é possível ter acesso ao dinheiro no aplicativo Caixa Tem ou usar o Cartão do Cidadão, com senha nos terminais de autoatendimento, nas lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.
Nas demais situações, é preciso procurar um banco tendo em mãos um documento de identificação oficial com foto e o número do PIS/Pasep. O número pode ser conseguido no site do Meu INSS, no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), no aplicativo do FGTS e no aplicativo Caixa Trabalhador.
De acordo com informações da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), o que deve ser feito com o dinheiro depende de o beneficiado possuir dívidas ou não. Caso tenha, a pessoa deve usar o valor do PIS/Pasep para quitar dívidas e evitar taxas extras como juros e multas. Mas, se a pessoa não tem dívidas, pode usar o recurso para realizar investimentos em renda fixa, considerada mais segura que opções de investimento de renda variável como ações, criptomoedas e câmbio. Além disso, em algumas situações, não é preciso ter muito dinheiro para investir. Alguns exemplos de investimento em renda fixa são:
Certificados de depósito bancário (CDB) - De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Capital Financeiro (Anbima), é possível investir a partir de R$ 500. A rentabilidade está ligada ao certificado de depósito interbancário (CDI).
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Tesouro Direto - É considerado, por muitos, a porta de entrada para o mundo dos investimentos. Ele é coberto pelo governo federal e conta com opções de curto, médio e longo prazo. É possível realizar aplicações a partir de R$ 30. Os títulos podem ter a sua rentabilidade atrelada à Taxa Selic, ao IPCA ou a indíces pré-fixados e mistos.
LCI e LCA - As letras de crédito do agronegócio (LCA) e as letras de crédito imobiliário (LCI) também contam com rendimento atrelado ao CDI e, assim como ele, possuem valor mínimo de investimento de R$ 500.
Lembre-se de procurar investimentos com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que garante ao investidor que ele será pago em caso de liquidação extrajudicial ou intervenção contra a instituição financeira.
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