Conta de água vai ficar mais cara a partir de janeiro de 2026; saiba mais

Governo afirma que tarifa ficou 15% menor do que a projeção para o modelo estatal; aumento reflete apenas a inflação (IPCA) acumulada desde o início da concessão

Redação
Publicado em 03/12/2025, às 15h06

Arsesp autorizou reajuste de 6,11% na conta de água e esgoto, a partir de 1º de janeiro - Divulgação/Sabesp


A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) autorizou o reajuste das tarifas de água e esgoto da Sabesp. Os novos valores passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.

O índice aprovado foi de 6,11%. Segundo o governo do estado de São Paulo, o percentual corresponde apenas à correção da inflação medida pelo IPCA nos últimos 16 meses, período que abrange desde o início do novo contrato de concessão, em julho de 2024, até outubro de 2025.

Novos valores por faixa de consumo

Com a atualização, o custo do metro cúbico para a tarifa residencial sofrerá alterações nas faixas de consumo:



A Sabesp emitiu comunicado para informar que está autorizada a aplicar reajuste médio de 6,5% nas tarifas vigentes, mas não detalhou a diferença entre esse percentual e os 6,11% divulgados pela agência reguladora.

Sem aumento real, diz governo

A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, destacou que a revisão não gera aumento real para o consumidor. Segundo ela, a tarifa de referência ficou 15% abaixo do valor que seria praticado, caso a Sabesp ainda fosse  empresa estatal.

O contrato foi pensado com mecanismos de garantia da modicidade tarifária, que permitem que a população tenha bem mais investimentos sem que isso pese na conta", afirmou a secretária.

O governo utilizou recursos do Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (Fausp), criado com verbas da privatização, para conter o reajuste.



Investimentos e regulação

Desde a privatização em julho de 2024, a Sabesp investiu cerca de R$ 15 bilhões em infraestrutura, um salto de 151% em comparação ao período anterior.

O novo modelo regulatório adotado, conhecido como backward looking, prevê que a concessionária seja remunerada apenas pelos investimentos já realizados e devidamente auditados pela Arsesp. O contrato de concessão estipula R$ 70 bilhões em investimentos até 2029.



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