Durante o Papo de Finanças, a especialista Juliana Lima explicou como manter o dinheiro rendendo na conta, enquanto adquire novos bens
Redação
Publicado em 20/08/2026, às 15h57
O consórcio deixou de ser apenas uma alternativa para quem deseja comprar o primeiro carro ou a casa própria, e se consolidou como uma ferramenta de estratégia financeira. O assunto foi o tema principal do quadro 'Papo de Finanças', exibido no Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.
Durante a atração, a assessora de investimentos Juliana Lima explicou como a modalidade funciona como uma 'alavancagem patrimonial'. A especialista detalhou que o mercado oferece oportunidades atrativas no mês de agosto, com campanhas de administradoras que permitem o pagamento de apenas 50% do valor da parcela até a contemplação da carta de crédito.
A estratégia atrai pessoas que moram de aluguel e desejam conciliar os pagamentos até a compra do imóvel, mas também chama a atenção de investidores de alto padrão. Juliana detalha o motivo dessa procura com base na alta da taxa básica de juros (Selic).
"A taxa de juros do Brasil está em 14,25%. O meu recurso está rendendo 14,25% e eu vou pagar uma taxa de administração de 1,20% a 1,30% ao ano. Faz todo o sentido", exemplifica a assessora. Na prática, o investidor mantém o dinheiro aplicado com alto rendimento e adquire bens por meio de consórcios com taxas muito menores.
Apesar das vantagens, a especialista alerta que a ferramenta não serve para todos os perfis. O principal ponto de atenção envolve a urgência do cliente. Juliana adverte sobre o perfil inadequado para o serviço. "O tempo é a grande desvantagem para quem procura adquirir um imóvel ou patrimônio pelo consórcio. Se a pessoa promete que você vai ser contemplado logo, fuja", orienta.
Outro cuidado essencial é a escolha da empresa responsável pela gestão do dinheiro. A assessora recomenda que os interessados busquem administradoras confiáveis e consolidadas no mercado para evitar prejuízos e frustrações durante o processo de espera pela carta de crédito.
*Com informações do jornalista Thiago Dantas, para o quadro Papo de Finanças, da TV Cultura Litoral e Vale.