Bertioga e São Sebastião buscam solução para transporte coletivo na divisa

Passageiros de ônibus, que transitam de um município ao outro, precisam andar mais de um quilômetro entre paradas, na rodovia Rio-Santos

Redação
Publicado em 05/02/2025, às 12h00

Encontro ocorreu entre representantes das duas prefeituras e da empresa Pássaro Marron - André Santos/Prefeitura de São Sebastião


A dificuldade enfrentada por munícipes de Bertioga e São Sebastião, que precisam transitar entre as duas cidades do litoral paulista a trabalho, entrou na pauta das respectivas prefeituras em reunião na manhã de terça-feira (4). Atualmente, os passageiros são obrigados a andar mais de um quilômetro entre um ponto de ônibus e outro na rodovia Dr. Manoel Hyppólito do Rego (SP-55), a Rio-Santos, por causa da divisa que impede o trânsito dos ônibus municipais.

Em busca de uma solução, os prefeitos Reinaldinho Moreira (São Sebastião) e Marcelo Vilares (Bertioga) se reuniram  com representantes da empresa Pássaro Marron, para discutirem a situação. Reinaldinho Moreira, explica: “Nossos munícipes precisam enfrentar um trecho escuro, perigoso em dias de chuvas ou muito calor, sendo que os ônibus poderiam ir até o ponto vizinho com mais conforto para eles”. Já Marcelo Vilares lembrou que usuários cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida sofrem ainda mais com a falta de atendimento no trecho.

Para evitar esse transtorno, existe a opção de transporte pela Pássaro Marron, com trânsito entre Bertioga e o bairro de Boiçucanga, na costa sul de São Sebastião. No entanto, conforme consultado junto à empresa, a passagem para esse trajeto custa R$ 15,50, o que pesa no bolso de quem mora em uma cidade e trabalha na outra. Já as tarifas dos ônibus municipais das duas cidades custam R$ 5,50 (em dinheiro) pela City, e R$ 2,00 pela SOU Sebastião. 



Representante da Pássaro Marron na reunião, o diretor geral da empresa, Paulo Bongiovanni, explicou que a situação precisa ser levada para a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para análise das possibilidades. Ele apontou como alternativas o valor seccional da empresa - por um trecho percorrido - ou o avanço das empresas municipais para o ponto mais próximo.

Em 2023, em atendimento à reportagem do Costa Norte, sobre o mesmo tema, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela regulamentação e fiscalização do sistema de transporte Intermunicipal de passageiros no estado, informou que as empresas City Transportes e a SOU não possuem permissões para operar linhas intermunicipais e, portanto, não passam pelas inspeções e revisões exigidas pela legislação específica regulada pela Artesp. 

Reinaldinho Moreira revelou já ter apresentado o problema para a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. “Queremos que as melhorias cheguem à população que depende do transporte coletivo”, finalizou.



O encontro contou também com a presença do secretário de Segurança Urbana de São Sebastião, Rafael Carvalho do Nascimento; da secretária de Segurança e Mobilidade de Bertioga, Thalita Walperes; do secretário de Assuntos Jurídicos de São Sebastião, Cesar Zimmer e do diretor operacional da Pássaro Marron, Rodrigo Bongiovanni.

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