Procon-SP alerta que fraude também pode modificar o código 'copia e cola' e orienta consumidor a conferir o destinatário antes de pagar
Rhauanny Queiroz
Publicado em 12/09/2026, às 11h37
Uma nova modalidade de golpe envolvendo pagamentos por Pix acendeu o alerta do Procon-SP. A fraude pode alterar o QR Code apresentado na página de pagamento de lojas virtuais e direcionar o dinheiro para uma conta controlada por criminosos.
A alteração também pode atingir a opção de pagamento pelo Pix 'copia e cola'. Por isso, segundo o Procon-SP, não basta conferir apenas o valor da compra antes de autorizar a transferência. O consumidor precisa verificar os dados do destinatário exibidos pelo aplicativo do banco.
A recomendação é conferir se o nome e o CNPJ do recebedor correspondem à empresa onde a compra foi feita. Quando o pagamento é processado por uma instituição de meio de pagamento, é necessário verificar se os dados apresentados correspondem corretamente à empresa ou à instituição indicada durante o processo.
A fraude pode acontecer dentro do próprio site de uma loja virtual legítima. Nesse caso, o consumidor pode acessar o endereço correto da empresa, escolher um produto e chegar normalmente à página de pagamento.
No momento em que o Pix é apresentado, porém, um código malicioso pode substituir o QR Code verdadeiro por outro, controlado pelos criminosos.
O consumidor acredita estar pagando pela compra, mas a transferência é direcionada para outro destinatário.
A fraude também pode ocorrer com o código Pix 'copia e cola'. Assim, optar por copiar manualmente o código em vez de escanear o QR Code não elimina necessariamente o risco.
O Procon-SP orienta que o consumidor não se limite a verificar o valor da operação.
Antes de confirmar o Pix, é importante observar os dados do destinatário que aparecem no aplicativo do banco.
Se o nome e o CNPJ não corresponderem à empresa responsável pela compra ou à instituição de pagamento indicada no processo, o consumidor deve interromper a operação e buscar esclarecimentos.
Caso apareça um destinatário desconhecido ou sem relação com a loja ou com a instituição responsável pelo pagamento, a orientação é não concluir a transferência.
A conferência dessas informações pode ajudar a identificar uma possível adulteração do QR Code ou do código Pix 'copia e cola'.
O nome apresentado pelo banco nem sempre precisa ser exatamente igual ao nome fantasia da loja. Dependendo da forma como o pagamento é processado, pode aparecer a identificação de uma empresa ou instituição responsável pela operação.
Por isso, uma diferença nos dados não significa automaticamente que existe um golpe. No entanto, qualquer divergência que não possa ser relacionada à compra deve ser esclarecida antes da confirmação do Pix.
Se o consumidor perceber que realizou um Pix para um destinatário diferente daquele relacionado à compra, a orientação do Procon-SP é entrar imediatamente em contato com o banco ou instituição de pagamento.
É necessário informar que a transação está relacionada a um golpe e solicitar a contestação da operação e a devolução dos valores pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0).
O consumidor também deve comunicar o ocorrido à loja onde a compra foi realizada e guardar todos os registros relacionados à operação e aos contatos feitos com o fornecedor e com a instituição financeira.
Recentemente, o Banco Central ampliou os prazos para utilização do Mecanismo Especial de Devolução (MED) pelo consumidor e pelo lojista.
O período passou de 30 para 80 dias após o recebimento ou o envio da transação equivocada.
A medida permite que o consumidor tenha um prazo maior para comunicar a ocorrência e solicitar a contestação da transação dentro do mecanismo.
O Procon-SP também orienta o consumidor a preservar os registros da operação e dos contatos realizados após identificar o problema.
Devem ser guardados comprovantes da operação, informações da compra e registros das comunicações com a loja e com a instituição financeira.
Esses documentos ajudam a preservar as informações sobre o que aconteceu e podem ser utilizados durante o processo de contestação da transação.
O golpe também representa um alerta para os responsáveis por lojas virtuais.
Quando uma página de pagamento é comprometida, o consumidor pode acreditar que realizou uma transferência normalmente dentro do ambiente da própria loja. O pagamento, porém, pode não chegar ao estabelecimento.
Nesse cenário, o cliente pode concluir a operação e posteriormente descobrir que o pedido não foi reconhecido como pago.
Por isso, além da atenção do consumidor, o episódio reforça a importância dos cuidados de segurança e manutenção dos ambientes de comércio eletrônico.
Para quem compra pela internet, a principal recomendação do Procon-SP é simples: antes de confirmar qualquer Pix, confira quem aparece como destinatário no aplicativo do banco. Se os dados não tiverem relação com a compra, o pagamento não deve ser concluído.