Encontros em novembro vão apresentar projeto de duplicação de 36,7 km da SP-055 e nova base da Polícia Rodoviária; documentos estão disponíveis para consulta até 24 de novembro
Geilton Junior
Publicado em 22/10/2026, às 14h57
A duplicação de um trecho de 36,7 quilômetros da Rodovia Dr. Manoel Hipólito do Rego (SP-055), a Rio-Santos, será tema de duas audiências públicas em novembro, nos municípios de Santos e Bertioga. Os encontros vão apresentar o projeto e permitir que moradores e demais interessados conheçam os detalhes da obra, tirem dúvidas e participem da discussão sobre o empreendimento.
As reuniões estão marcadas para as 17h. Em Santos, a audiência será realizada em 25 de novembro, no Centro Cultural Português. Em Bertioga, o encontro ocorrerá em 26 de novembro, no Lions Clube de Bertioga.
O projeto prevê a duplicação da rodovia entre o km 211+400, no entroncamento com a Rodovia Mogi-Bertioga (SP-098), em Bertioga, e o km 248+100, no acesso à Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-248/055), em Santos.
Além da duplicação, o empreendimento inclui a implantação de uma nova Base da Polícia Militar Rodoviária no km 194 da SP-055, nas proximidades da praia de Boraceia, em Bertioga.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que detalham o projeto e seus possíveis efeitos sobre a região, estão disponíveis para consulta pública até 24 de novembro de 2026.
Em Santos, os documentos podem ser consultados em formato digital na Subprefeitura da Área Continental, no bairro Caruara, por meio de um tablet disponibilizado à população.
Também é possível acessar a documentação pela página de transparência da concessionária CNL: https://novolitoral.com.br/transparencia/.
O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) identifica 46 impactos ambientais potenciais relacionados à duplicação da Rio-Santos e à implantação da Base da Polícia Militar Rodoviária. Entre os efeitos avaliados estão a supressão de vegetação, a redução de habitats da fauna, os riscos de atropelamento de animais, a erosão do solo e as interferências em cursos d’água.
Para enfrentar esses impactos, o estudo propõe 31 programas ambientais, com ações de prevenção, mitigação e compensação. Entre as medidas previstas estão a recuperação de áreas degradadas com espécies nativas, o resgate de animais e plantas nas áreas afetadas pelas obras, o monitoramento dos recursos hídricos e a implantação de estruturas para facilitar a travessia da fauna e reduzir atropelamentos.
O documento também prevê medidas para controlar processos erosivos, acompanhar os níveis de ruído e vibração e reduzir os transtornos à população durante as obras.
Segundo a conclusão do RIMA, o empreendimento apresenta viabilidade ambiental desde que os programas propostos sejam implementados e as exigências do licenciamento sejam cumpridas. A definição e a execução das medidas ambientais deverão considerar as avaliações técnicas e as condicionantes estabelecidas pelos órgãos competentes.
A duplicação tem como objetivos melhorar a fluidez do trânsito, ampliar a segurança viária e reduzir o tempo de viagem em um trecho importante para moradores, turistas e transporte de cargas no litoral paulista.
Segundo a CNL, o contrato de concessão prevê R$4,3 bilhões em investimentos para modernizar a infraestrutura rodoviária e ampliar a segurança nas estradas administradas pela empresa.