Do lazer ao esporte, canoa havaiana conquista moradores e turistas em Santos

Remadas duram entre 1h30 e 2h30, com valores a partir de R$ 70; prefeitura mantém aulas gratuitas durante a semana

Redação
Publicado em 12/01/2026, às 10h42

Com rotas pela orla da praia e trechos internos, canoa havaiana combina exercício com belas paisagens - Divulgação/Prefeitura de Santos


Ver Santos, no litoral paulista, a partir do mar, tem virado programa para quem busca um passeio diferente no verão.

A canoa havaiana, além de oferecer contato direto com a natureza, reúne lazer e atividade física, com saídas em horários variados, como no nascer e no pôr do Sol.

Para quem quer aprender, a Escola de Esportes Náuticos da Secretaria de Esportes (Semes) mantém aulas gratuitas de terça a sexta-feira, das 8h30 às 10h. Informações sobre vagas podem ser obtidas nos contatos: (13) 3201 5643 e (13) 3201 5644. 



Percursos mudam conforme a proposta de cada passeio. Parte das remadas segue pela orla da praia, e outra parte entra em rotas mais internas, passando por pontos como a região da ilha das Palmas e o Clube de Pesca de Santos.

Em média, a duração varia entre 1h30 e 2h30, dependendo do horário, da temática e de quem organiza a saída.

Os valores acompanham essa variação e ficam, em média, entre R$ 70 e R$ 130, com possibilidade de preços mais altos em remadas especiais, como opções com luau ou atividades integradas, como ioga.



Instrutor e responsável pela escola Farol Club, Daniel Campos Luiz (Dan) ressalta que a modalidade recebe públicos diversos: “A canoa é uma atividade muito acessível, sem restrição de idade ou biotipo. Atendemos desde crianças bem pequenas, sempre acompanhadas dos pais, até idosos com mais de 87 anos. É um esporte pensado também para quem nunca remou”.

Equipamento para a prática é fornecido: canoa, remo e colete salva-vidas, com acompanhamento de instrutor durante o trajeto. Dan também diz que, para turistas, a remada funciona como um jeito diferente de conhecer a cidade e cita, como exemplos do que costuma ser apresentado no percurso, a Fortaleza da Barra de Santo Amaro e a praia do Góes.

O contato com o meio ambiente também faz parte da rotina das escolas, com recolhimento de lixo e acionamento do Instituto Gremar, quando há identificação de animais fora do comum na região, para acompanhamento ou resgate, quando necessário.



A professora de inglês Annie Carolina, de 36 anos, resume a experiência: “Costumo dizer que remar só tem um problema: vicia. A gente acaba mergulhando em um universo tão conectado à natureza que, muitas vezes, na correria do dia a dia, não consegue perceber”.

Escolas de canoagem (contatos)



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