69 anos e pace de elite: conheça os segredos de Alba Lima, a superatleta de Bertioga

Corredora de Bertioga prova que nunca é tarde: com 69 anos, 100 troféus e pace de elite, Alba Lima inspira com seus treinos e sonhos internacionais

Rodrigo Florentino
Publicado em 21/05/2025, às 10h13

Mais do que medalhas e pódios, Alba busca na corrida saúde, bem-estar e inspiração para seguir firme - Acervo Pessoal


Quem vê Alba Lima voando pelas corridas de rua com pace entre 3'40" e 4'04" por quilômetro nem imagina que ela só começou a correr aos 57 anos. Hoje, aos 69, a moradora de Bertioga, no litoral de São Paulo, coleciona mais de 100 troféus e sonha em cruzar a linha de chegada de grandes maratonas internacionais como Boston e Nova York.

Comerciante durante o dia e corredora nas horas vagas, Alba é prova de que nunca é tarde para iniciar no esporte. Em sua trajetória, já participou de mais de 130 provas e encarou desafios como uma corrida de 23 km no Deserto do Atacama.

Alba Lima conheceu a modalidade enquanto praticava uma atividade no Clube de Corrida do Sesc Bertioga, em 2012. A primeira competição veio no ano seguinte, em 2013, na etapa Sesc do Circuito Santista. Com tempo de 51 minutos, ela cruzou a linha de chegada e começou a transformar o hobby em rotina.



Indicada pela professora do clube, passou a treinar com o professor Vagner Riesco e, até hoje, mantém a preparação com a equipe BASE BTG. A rotina de treinos é rígida: crossfit e treinos de corrida de curta e longa distância três vezes por semana, conciliada com o trabalho no comércio, onde permanece de pé entre 10 e 14 horas por dia. “Estou há 30 anos nessa rotina. O treino me ajuda a ter energia e qualidade de vida”, afirma.

Entre as provas mais marcantes da carreira está a corrida de 23km no Deserto do Atacama, no Chile, em 2022. “Fui convidada de última hora pela professora Lima, da Power Center. Sem tempo para treinar, fui com a cara e a coragem. Mergulhei no desafio com fé em Deus”, relembra. Mesmo sem experiência em provas de grande altitude, conquistou o primeiro lugar em sua categoria.

Alba tem cerca de 100 troféus de competições em sua carreira - Gerson Rodrigues

 



Hoje, Alba sonha alto. Quer competir em maratonas internacionais como Boston, Nova York e México. “Depois que alcançar essas metas e me tornar atleta federada, vou me sentir realizada”, conta. Na mais recente participação na Maratona Internacional de São Paulo, ela completou os 42km em 3 horas e 47 minutos. Seu pace varia entre 3’40” e 4’04” por quilômetro — marcas de destaque para qualquer faixa etária.

Apesar das conquistas, a alimentação segue como um desafio. “Às vezes, passo até três dias sem almoçar. Vivo mais de frutas e saladas. Não gosto de leite, peixe e carne bovina. Só como frango e carne suína”, conta. A ingestão de proteínas é complementada com Whey (proteína do soro do leite), já que ela também evita o consumo excessivo de ovos.

Mais do que medalhas e pódios, Alba busca na corrida saúde, bem-estar e inspiração para seguir firme. “Quero driblar as barreiras da vida e deixar um legado para quem acredita que é possível vencer no esporte e na vida. Gratidão a Deus por tudo isso", conta a atleta.



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