Novo valor foi publicado pelo MEC e garante aos professores da educação básica ganho real acima da inflação
Rhauanny Queiroz
Publicado em 02/02/2026, às 09h34
O Ministério da Educação (MEC) publicou, na sexta-feira (30), Portaria nº 82/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o novo piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica.
Valor é dirigido a professores com jornada de 40 horas semanais. Para cargas horárias menores, vencimento deve ser proporcional ao piso estabelecido.
Atualização representa reajuste de 5,4% em relação ao piso de 2025, que era de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação do período.
Com a nova metodologia de cálculo, aumento passou de R$ 18 para R$ 262,86, conforme previsto na Medida Provisória nº 1.334/2026, assinada em 21 de janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o ministro da Educação, Camilo Santana, a medida reafirma o compromisso do governo federal com a valorização da carreira docente. “É um ganho real para os professores em 2026. Nenhum professor nesse país, com 40 horas de trabalho, pode ganhar menos que isso. É uma conquista dos professores e um compromisso do presidente Lula”, afirmou.
Cálculo do piso passou a considerar a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com 50% da média da variação da receita real do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), apurada nos cinco anos anteriores à atualização.
Mudança adequa a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) às regras do novo Fundeb, instituído pela Emenda Constitucional nº 108.
Além do reajuste salarial, os professores terão redução significativa no desconto do Imposto de Renda. Em 2025, com o piso de R$ 4.867,77, o desconto mensal era de cerca de R$ 283,14. Em 2026, com o novo piso e a ampliação da faixa de isenção, a retenção cai para aproximadamente R$ 46,78, ou menos 83,5%.
Na prática, a combinação das duas políticas resulta em aumento líquido de R$ 499,22 na remuneração de quem recebe o piso.
Salários do magistério são pagos pelas redes estaduais e municipais com recursos do Fundeb e complementações da União. Cada ente federado deverá oficializar o novo piso por meio de norma própria para efetivar o pagamento.
Segundo o MEC, a atualização atende à meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata da valorização dos profissionais do magistério, e foi construída após diálogo com entidades como Consed, Undime, CNTE e representantes de prefeituras.
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