Estratégia combina ações de assistência social, educação, esporte e segurança pública, com foco na prevenção e na proteção integral

Durante o período de férias escolares, a prefeitura de Guarujá, no litoral paulista, intensificou as ações de proteção integral voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Iniciativa busca reduzir exposição a riscos, fortalecer vínculos familiares e assegurar direitos básicos durante o recesso.
Desde 5 de janeiro, crianças e adolescentes acompanhados pela equipe de abordagem social da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas) participam de atividades esportivas no CAEC André Gonzalez, no bairro Morrinhos.
Programação segue até o dia 30 e inclui aulas de futsal às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois horários, às 9h e às 10h, além de natação às terças e quintas-feiras, às 11 horas.
Número de participantes varia entre 12 e 20 crianças e adolescentes, conforme a dinâmica do atendimento contínuo da abordagem social.
Atividades também ocorrem aos finais de semana e, a partir da próxima semana, a programação será ampliada com ações no período da tarde, ampliando o acompanhamento durante as férias escolares.
Segundo o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social, Fernando Monte, a iniciativa reforça o caráter preventivo das políticas públicas. “Nosso trabalho é romper ciclos de vulnerabilidade, fortalecer o cuidado com as famílias e garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos assegurados”, afirma.
Ação integra o trabalho permanente do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que atua ao longo de todo o ano na garantia de direitos, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e construção de alternativas para evitar a permanência de crianças e adolescentes nas ruas.
O secretário de Defesa e Convivência Social, Renato Fincatti, destaca a importância do trabalho intersetorial. “É uma ação necessária e essencial para auxiliar crianças e adolescentes que, muitas vezes, ficam em situação de vulnerabilidade nas ruas, afastados do convívio familiar”, ressalta.
Ao longo do ano, a atuação da Sedeas inclui visitas domiciliares, acompanhamento familiar, verificação da situação escolar e articulação com a rede socioassistencial.
Estratégia parte do entendimento de que a presença de crianças nas ruas reflete vulnerabilidades sociais que exigem acolhimento técnico e atuação integrada do poder público.
Para a diretora de Proteção Especial, Viviane Fernandes Freitas de Almeida, o primeiro passo é garantir visibilidade e cuidado. “A dignidade humana não pode esperar. Quando olhamos para uma criança na rua, não vemos apenas uma estatística; vemos um direito que precisa ser garantido”, destaca.
Entre agosto e dezembro de 2025, a equipe de abordagem social atendeu 102 crianças e adolescentes em Guarujá. Deste total, 91 foram identificados e inseridos na rede de proteção, e 30 passaram a participar das atividades esportivas, transformando o tempo de exposição ao risco em oportunidades de desenvolvimento, disciplina e cidadania.
O vice-prefeito Toninho Salgado, que acompanha a execução da iniciativa, reforça o impacto da ação. “Uma gestão responsável olha primeiro para quem mais precisa. Proteger crianças e adolescentes é uma escolha de governo, que exige presença do poder público e compromisso permanente com o futuro da cidade”, conclui.