Pesquisa indica alta de agressões e censura nas escolas brasileiras

Levantamento nacional do Inep mostra que agressões, ameaças e censura ao conteúdo minam a autonomia docente e prejudicam a qualidade do ensino

Redação
Publicado em 08/12/2025, às 14h55

Violência crescente e pressões por censura afetam a segurança, saúde mental e liberdade pedagógica - stockphoto


Pesquisa recente revelou que casos de violência e de censura, no Brasil, têm impactado professores. Segundo o levantamento, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 9 em cada 10 professores brasileiros afirmam já terem sofrido tais condições e que isso afeta diretamente seu desempenho profissional. 

O estudo, que entrevistou milhares de docentes em diferentes regiões do país, aponta que a violência nas escolas tem se intensificado nos últimos anos.

Para muitos professores, tanto a violência física quanto psicológica têm sido uma realidade constante no ambiente escolar. Além disso, o aumento da censura, que se manifesta principalmente na pressão para modificar conteúdos e posturas pedagógicas, tem gerado clima de insegurança e incerteza no exercício da profissão.



De acordo com os dados, 88% dos professores afirmam que a violência dentro e fora das escolas compromete a qualidade do ensino.

Entre as formas de violência mais reportadas estão agressões verbais e físicas por parte de alunos e até mesmo dos pais, além das constantes ameaças de grupos externos, que buscam influenciar o conteúdo ministrado em sala de aula.

A censura também é destacada como preocupação crescente. Muitos educadores relatam  imposição de restrições ao ensino de certos temas, como direitos humanos, história recente e questões sociais, especialmente em contextos onde há polarização política.



Alguns professores mencionaram ser pressionados a evitar temas considerados "polêmicos" ou "ideológicos", o que acaba restringindo a liberdade de ensino e a autonomia pedagógica.

O levantamento também mostra que o apoio das autoridades e da comunidade escolar no enfrentamento dessas questões é insuficiente. Muitos docentes se sentem desamparados pelas políticas públicas e pela falta de medidas eficazes para garantir sua segurança e preservar a liberdade acadêmica.

Fonte: Agência Brasil





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