8 de setembro: Dia Mundial da Alfabetização, direito fundamental para todas as idades

Indicadores mostram avanço nas metas de ensino, mas neurociência cobra métodos eficazes para garantir alfabetização na idade certa

Patrícia Oliveira
Publicado em 08/09/2026, às 13h58

Respeito aos processos cognitivos e expansão da educação de jovens e adultos (EJA) impulsionam índices de alfabetização - Divulgação/MEC


O Dia Mundial da Alfabetização, celebrado nesta terça-feira (8), foi criado pela Unesco em  setembro de 1967, para destacar o direito fundamental à educação e a importância da leitura para o desenvolvimento social. 

No Brasil, embora os números do IBGE apontem uma redução gradual do analfabetismo entre a população com mais de 15 anos, especialistas ressaltam que o avanço da aprendizagem depende do respeito ao processo neurobiológico do cérebro durante a formação leitora.

Problemas na aprendizagem surgem frequentemente quando se tenta forçar a memorização visual das palavras antes de consolidar a consciência fonológica. Crianças que conseguem nomear letras isoladas, mas travam na hora de juntar os sons, ou que têm dificuldade em identificar rimas, apresentam sinais claros de fragilidade nessa base.



Mas a aprendizagem não começa apenas quando a criança atinge a idade escolar, como explica a secretária de Educação Básica no MEC, Kátia Schweickardt:

A alfabetização começa lá atrás e já pode ser trabalhada por meio do contato com os livros, do incentivo à curiosidade e do envolvimento das famílias, especialmente dos adultos de referência das crianças, nos processos de aprendizagem”.

A expectativa é que o país possa avançar para atingir, ainda em 2030, a meta de mais de 80% das crianças alfabetizadas ao final do 2° ano do ensino fundamental. A alfabetização na idade certa oferece uma base para todas as demais aprendizagens ao longo da trajetória escolar.

A garantia desse direito estende-se à educação de jovens e adultos (EJA). Essa modalidade é voltada a pessoas a partir dos 15 anos para o ensino fundamental e 18 anos para o ensino médio. Nesse contexto, o conteúdo é adaptado às vivências do aluno adulto, comprovando que o cérebro mantém a capacidade de aprender a ler e escrever em qualquer etapa da vida.



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