Recursos do Fehidro vão financiar estudos climáticos, de drenagem e arborização; Agenor de Campos e Jussara estão entre as áreas prioritárias
Redação
Publicado em 31/08/2026, às 12h36
Acidade de Mongaguá, litoral de São Paulo, terá mais de R$845 mil para elaborar estudos destinados ao combate a alagamentos e à preparação da cidade para eventos climáticos extremos.
Dois projetos municipais receberam aprovação do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), com cerca de R$771 mil de recursos estaduais e R$75 mil de contrapartida da prefeitura.
A validação final do repasse ocorreu na quarta-feira (26), durante reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas da Baixada Santista (CBH-BS). Entre os objetivos estão identificar pontos críticos de alagamento nos bairros Agenor de Campos e Jussara e definir estratégias de prevenção diante de tempestades, ressacas, erosão costeira e outros eventos extremos.
Do investimento, R$449.961 serão aplicados no Plano de Microdrenagem Urbana e nos projetos executivos das bacias dos canais 6 e 7. O Fehidro repassará R$425.214, enquanto o município entrará com R$24.747.
Segundo a administração municipal, a área diretamente beneficiada concentra cerca de metade da população de Mongaguá. O estudo prevê levantamentos de campo, atualização do cadastro da rede de escoamento, diagnósticos hidrológicos e identificação de deficiências de vazão.
O trabalho também deverá apontar intervenções de curto, médio e longo prazos. Entre as alternativas previstas estão reservatórios de retenção e áreas destinadas à infiltração da água da chuva.
Além do diagnóstico, serão preparados projetos executivos que poderão subsidiar futuras obras de engenharia. A aprovação do recurso, portanto, não significa que obras contra alagamentos já tenham sido contratadas ou iniciadas.
Outros R$396 mil serão destinados à elaboração do Plano Municipal de Adaptação e Resiliência às Mudanças Climáticas (PMARC) e do Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU). Desse montante, R$346 mil virão do Fehidro e R$50 mil corresponderão à contrapartida municipal.
Segundo o coordenador de Licenciamento do Meio Ambiente, Lucas Cavalheiro, o plano climático deverá identificar vulnerabilidades e riscos locais e integrar temas como recursos hídricos, drenagem, infraestrutura, defesa civil, saúde, habitação e meio ambiente.
O planejamento prevê ainda metas, indicadores, programas de monitoramento e diretrizes para reduzir os impactos de eventos extremos sobre a população.
Para o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril, os estudos poderão fornecer a base técnica necessária para buscar recursos destinados a intervenções de maior porte.
A aprovação desses projetos no Fehidro garante que Mongaguá trabalhe com embasamento técnico e científico. Não se trata apenas de estudos no papel, mas de ferramentas fundamentais para captar novos investimentos estaduais e federais para obras de maior porte, combater alagamentos de forma efetiva e proteger nossa população diante dos desafios climáticos do futuro”, afirmou.
Os dois estudos têm prazo previsto de 12 meses, contado a partir da emissão da ordem de serviço.