Irmãos argentinos voltam aos braços dos pais em Praia Grande (SP)

Família estava separada desde que as crianças foram levadas para um abrigo após 40 denúncias de trabalho infantil; de acordo com informações preliminares, a família entrou em um acordo com a promotora sobre novas regras

Da redação
Publicado em 21/12/2021, às 15h56 - Atualizado em 22/12/2021, às 10h00

Família vai abrir uma loja na cidade para vender seus alimentos Irmãos argentinos voltam aos braços dos pais em Praia Grande (SP) Família argentina reunida antes dos filhos terem sido levados a abrigos - Reprodução


De volta ao lar: agora os irmãos argentinos que foram levados para um abrigo em novembro, longe dos pais, podem comemorar as festas de fim de ano junto aos pais e familiares. Conforme informações da página ‘Boca no Trombone PG’, a família fez um acordo com a promotoria para estabelecer novas regras e ter os filhos de volta.

Alexandro, um dos filhos mais velhos, disse que a família está feliz com a nova decisão e que irão inaugurar uma loja de alimentos no município para vender seus empanados e doces. O jovem ressaltou também que ele e os irmãos vão parar de vender os alimentos no período noturno.

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Entenda o caso

Os irmãos mais velhos haviam se tornado conhecidos na região por venderem empanadas feitas por familiares em ruas do bairro do Gonzaga, em Santos. Uma foto divulgada nas redes sociais de um deles com olhos lacrimejados, em um bairro de Santos, após ser humilhado por um homem, fez com que a família ganhasse R$ 150 mil em uma 'vaquinha virtual' (método de arrecadação de dinheiro).

Porém, com a repercussão positiva e auxílio financeiro, também veio a parte negativa. Denúncias de trabalho infantil levaram o Conselho Tutelar de Praia Grande a conduzir duas crianças e dois adolescentes a um abrigo da cidade. Segundo a mãe, Maria Belen, foram 40 denúncias de trabalho infantil.



O acolhimento dos menores aconteceu em novembro, no entanto, ao ver os filhos machucados e alegando terem sofrido abuso sexual por funcionários do abrigo, a mãe, que é argentina, tornou o caso público, na segunda-feira (7) e ganhou o apoio de populares.

Em nota enviada ao Portal Costa Norte, na época, a prefeitura de Praia Grande informou que cumpre determinação judicial de dar abrigo às crianças em local que oferece tratamento adequado, humanizado e condições salubres, priorizando o bem-estar e a segurança dos acolhidos.