Arte-educador compartilha saberes ancestrais em escolas indígenas de Peruibe

Além da pintura corporal com tinta de jenipapo, participantes plantarão mudas de jenipapeiro e terão conversa sobre emergências climáticas

Rodrigo Florentino
Publicado em 21/06/2024, às 16h12 - Atualizado às 16h24

Objetivo é incentivar a prática da pintura corporal - Catharina Apolinário


O projeto Jenipapeiro irá oferecer duas oficinas de grafismo nas escolas indígenas da Terra Indígena Piaçaguera, em Peruíbe. Elas serão ministradas pelo arte-educador tupi-guarani, Mimby Tupi (Aldeia Tapirema), que compartilhará os processos desenvolvidos ao longo de 15 anos de pesquisa e prática.

Na próxima segunda-feira (24), a atividade será na sala de aula da aldeia Tabaçu Reko Ypy, vinculada à Escola Estadual Indígena Aldeia Piaçaguera. Já em julho, dia 4, é a vez da E.E.I. Aldeia Nhamandu Mirim. As atividades são exclusivas para alunos das escolas, jovens e crianças das comunidades.

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Os participantes também serão convidados a plantar mudas da fruta e participarão de conversa com a jornalista Catharina Apolinário sobre emergência climática - uma troca de saberes e conhecimentos sobre os cuidados com a natureza e as ações necessárias de cada indivíduo para colaborar no desaquecimento do planeta.

Sobre o projeto

O Projeto Jenipapeiro busca incentivar crianças e jovens a praticarem a pintura corporal e seu uso medicinal, espiritual e artístico. A proposta é desenvolver habilidades para incentivar a elaboração de pinturas corporais autorais, bem como estimular a geração de renda por meio da arte e da estética indígena.

A iniciativa visa também o incentivo do plantio de jenipapeiros. Cada dia mais difícil de ser encontrado, o fruto é rico em propriedades medicinais e presente nas culturas dos povos originários e comunidades tradicionais. Mimby Tupi e Catharina Apolinário mapearam possíveis árvores em locais públicos da Baixada Santista e, ao notar que grande parte das árvores registradas foi cortada, surgiu a ideia do replantio, principalmente no território indígena.



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Normalmente realizado com pessoas não-indígenas adultas, o projeto foi adaptado para as escolas das comunidades, por meio da consultoria da educadora indígena Fabiola dos Santos. O projeto Jenipapeiro conta com recursos do governo federal, por meio da Lei Paulo Gustavo de incentivo a cultura e apoio da prefeitura de Peruíbe e Secretaria de Cultura e Esportes. 



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