Numa escala de 100 pontos, só entra no grupo dos especiais o café que supera a marca de 80 pontos
Redação
Publicado em 03/11/2026, às 15h21
Antes de chegar ao consumidor, o café passa pelo paladar de quem prova a bebida por profissão. O trabalho é achar no grão o que a maioria não perceberia. Essa avaliação tem método. O provador analisa aroma, corpo, acidez, doçura e finalização, e dá notas. Um café só é considerado especial acima de 80 pontos, numa escala de 100.
Ariel Ukmar, mestre de torra do Rei do Café, explica: “Provar café é treinar o paladar para o que passa batido. Um defeito de fermentação, um ponto de torra fora, tudo aparece para quem tem o sentido educado. É esse trabalho que impede que um bom grão vire um café ruim.”
O tema ganhou público. O país discute cada vez mais a qualidade do que bebe, e em novembro, a Semana Internacional do Café reúne o setor em torno desse tipo de conhecimento.
Numa torrefação que torra o próprio café no centro histórico de Santos, provar é rotina antiga. Antes de qualquer café seguir para a xícara do cliente, alguém senta, prova e decide.