Espécie que o país cultiva, e que Santos ajudou a exportar, responde pela maior parte do café de qualidade
Redação
Publicado em 07/10/2026, às 09h28

Nem todo café é igual, e a diferença começa na espécie. A maior parte do café de qualidade vem do arábica, o grão que o Brasil produz em larga escala, e que saiu pelo porto de Santos para o mundo.
O arábica é originário da Etiópia e, hoje, responde por cerca de 60% da produção mundial de café. No Brasil, se adaptou bem à altitude e ao clima de regiões como Alta Mogiana, Sul de Minas e Cerrado Mineiro.
O que faz esse grão ser valorizado é o sabor. O arábica costuma ter mais doçura, acidez equilibrada e aromas mais complexos. É mais suave que o robusta, a outra grande espécie comercial, conhecida por ser mais amarga e ter mais cafeína.
Não por acaso, é o arábica que representa os cafés especiais. Praticamente todo café de pontuação alta é 100% arábica, cultivado em altitude e colhido com cuidado. O Brasil é o maior produtor de café do mundo, e boa parte disso é arábica. Foi esse grão, embarcado por Santos, que construiu lá fora a fama do café brasileiro.
Uma casa como o Rei do Café, que trabalha grãos de Alta Mogiana, Sul de Minas e Cerrado Mineiro, lida com o arábica no dia a dia, do café tradicional ao especial.
Entenda o que torna o arábica especial: Café Arábica: Guia Completo das Variedades e Como Escolher.