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Baleia-jubarte jovem é encontrada morta na praia do Centro em Mongaguá

Instituto Biopesca e da Guarda Ambiental isolam a faixa de areia para exames e remoção da carcaça; especialistas alertam para os riscos de aproximação

Redação
Publicado em 03/10/2026, às 15h43

Necrópsia avalia causas do óbito antes do envio ao aterro sanitário - Reprodução/Guarda Ambiental de Mongaguá


Uma baleia-jubarte macho, em idade juvenil e em estágio avançado de decomposição, encalhou morta na praia do Centro, em Mongaguá, no litoral paulista. O achado mobilizou a Guarda Ambiental (GEPAM), a prefeitura e o Instituto Biopesca, que iniciou os exames técnicos na carcaça para averiguar as causas da morte do cetáceo.

A ocorrência teve início no início da manhã, por volta das 7h20, após o alerta de pescadores da região. O trabalho das equipes exigiu cautela devido às condições do mar. Como a maré estava alta no momento da chegada dos especialistas, o procedimento de necrópsia precisou aguardar o recuo do nível da água para garantir a segurança dos biólogos e veterinários.

Após o término da coleta de amostras e exames necroscópicos, o serviço de manutenção urbana do município conduzirá o transporte do animal até um aterro sanitário licenciado.



Alerta e riscos biológicos para banhistas

A presença do animal na faixa de areia acendeu o sinal de alerta dos órgãos ambientais quanto ao comportamento de moradores e turistas. A recomendação expressa das autoridades é manter distância do ponto de encalhe e acionar imediatamente os serviços de emergência para a interdição do perímetro.

A curiosidade de banhistas ao se aproximarem do corpo de mamíferos marinhos traz graves ameaças à saúde pública e à segurança física. A decomposição de animais marinhos liberta vírus, bactérias e fungos de alta transmissibilidade para os seres humanos, além disso, o acúmulo de gases no interior do abdômen gera mau cheiro extremo, capaz de causar enjoo e dores de cabeça, além do risco de rompimento súbito da carcaça.

Outro ponto de atenção é a liberação dos fluídos e o sangue que liberados na água espalham odores que atraem animais maiores, como tubarões, para a arrebentação. A qualidade da água também fica comprometida, a gordura e os líquidos corporais impregnam a areia e o mar ao redor da carcaça, tornando o banho de mar impróprio na área adjacente.



Rota de migração das jubartes no litoral paulista

O aparecimento do jovem macho coincide com o período em que as baleias-jubarte percorrem a costa brasileira em uma das maiores rotas migratórias do planeta.

Os mamíferos deixam as águas polares da Antártica, onde se alimentam durante o verão, e navegam milhares de quilômetros rumo às águas tropicais brasileiras, mais quentes e calmas, em busca de condições ideais para o acasalamento e o nascimento dos filhotes.

Durante essa travessia, a passagem de espécimes é constante ao longo do litoral paulista. Um indivíduo adulto da espécie pode atingir entre 13 e 16 metros de comprimento e ultrapassar 50 toneladas.



Após o período de reprodução e amamentação, os grupos empreendem a viagem de retorno ao continente gelado, momento em que os filhotes já apresentam estrutura corporal fortalecida para encarar a longa jornada.

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