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Imóveis usados têm alta de 47,9% nas vendas na Baixada Santista; veja preços

Levantamento revela quais imóveis mais atraem compradores, as faixas de preço preferidas e como os descontos constam das negociações

Redação
Publicado em 29/09/2026, às 16h00

Pesquisa do Crecisp aponta crescimento nas vendas de imóveis residenciais usados na Baixada Santista - Costa Norte


O mercado de imóveis residenciais usados ganhou força na Baixada Santista em agosto. As vendas cresceram 47,92% em relação a julho, enquanto as locações recuaram 3,46%, segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Crecisp).

O levantamento considera negociações realizadas em nove municípios da região: Bertioga; Cubatão; Guarujá; Itanhaém; Mongaguá; Peruíbe; Praia Grande; Santos e São Vicente.

Além do aumento nas vendas, os dados mostram um perfil bastante definido dos negócios: imóveis de dois dormitórios e entre 51m² e 100m² concentraram boa parte das negociações, enquanto as faixas intermediárias de preço lideraram as vendas.



Quais imóveis mais venderam na Baixada Santista?

Entre as casas negociadas em agosto, 73,3% tinham dois dormitórios. Os imóveis de três dormitórios representaram 20%, enquanto unidades de até um dormitório e aquelas com quatro ou mais dormitórios tiveram participação de 3,3% cada.

A metragem também ficou concentrada em imóveis intermediários. Casas entre 51m² e 100m² responderam por 60% das vendas, seguidas pelas unidades de 101m² a 200m², com 23,3%.

Entre os apartamentos, os imóveis de dois dormitórios também lideraram, com 48,5% das vendas. As unidades de até um dormitório representaram 36,4%, enquanto os apartamentos de três dormitórios ficaram com 12,1%.



Na metragem, os apartamentos de 51m² a 100m² concentraram 54,5% das negociações. Imóveis de até 50m² responderam por 36,4%.

Faixa de preço entre R$201 mil e R$400 mil concentra vendas

A pesquisa mostra que os imóveis de preço intermediário foram os mais negociados na Baixada Santista em agosto. A faixa entre R$301 mil e R$400 mil respondeu por 31,7% das vendas. Na sequência, constam os imóveis entre R$201 mil e R$300 mil, com 28,6%.

Somadas, as duas faixas representaram 57,3% das vendas do período. Também houve participação relevante de imóveis acima de R$501 mil, que corresponderam a 20,6% das negociações. Já os imóveis entre R$401 mil e R$500 mil representaram 12,7%.



Na outra ponta, apenas 6,3% das vendas referem-se a imóveis de até R$200 mil.

Quase metade das vendas teve desconto

Outro dado da pesquisa chama atenção para quem pretende comprar um imóvel na região: 46,1% das propriedades foram vendidas por um valor abaixo do anunciado. Em 22,2% das negociações, o desconto foi de até 5%. Outros 17,5% dos imóveis foram vendidos com redução entre 6% e 10%.

Descontos de 11% a 15% constam em 4,8% das vendas, enquanto 1,6% dos negócios teve redução entre 26% e 30% em relação ao preço anunciado. Mesmo assim, a maioria das negociações, 54%, ocorreu pelo mesmo valor divulgado inicialmente.



Como os imóveis foram pagos?

As formas de pagamento ficaram distribuídas entre diferentes modalidades. O financiamento pela Caixa Econômica Federal respondeu por 27,1% das compras, praticamente no mesmo nível das negociações feitas diretamente com o proprietário, que representaram 28,8%.

As compras à vista corresponderam a 25,4%, enquanto financiamentos por outros bancos representaram 12,7%. Os consórcios ficaram com 5,9%.

Apartamentos dominam as locações

Enquanto as vendas avançaram, o mercado de locações apresentou uma retração de 3,46% em agosto, depois de crescer 34,25% em julho. Os apartamentos representaram 63% dos contratos de aluguel, contra 37% das casas.



Entre os apartamentos alugados, metade tinha dois dormitórios. As unidades de um dormitório responderam por 30,8%, enquanto os imóveis de três dormitórios representaram 15,4%. A metragem entre 51m² e 100m² concentrou 69,2% das locações de apartamentos. Os imóveis de até 50m² responderam por 19,2%, e os de 101m² a 200m², por 11,5%.

Nas casas, os imóveis de dois dormitórios também foram maioria, com 43,8% dos contratos. As unidades de três dormitórios representaram 31,3%.

Quanto custa o aluguel mais procurado?

As faixas intermediárias também dominaram as locações. Imóveis com aluguel entre R$2.001 e R$3.000 concentraram 43,6% dos contratos em agosto. Na sequência, constam  aluguéis entre R$1.501 e R$2.000, com 30,8%.



Os imóveis com aluguel acima de R$3.001 representaram 15,4% dos contratos, enquanto a faixa entre R$1.001 e R$1.500 ficou com 10,3%.

Caução é a principal garantia nos aluguéis

O depósito caução foi a modalidade de garantia mais utilizada em agosto, presente em 51,2% dos contratos. O seguro-fiança consta em 34,9% das locações, enquanto o fiador foi utilizado em 9,3%. Outras modalidades representaram 4,7%.

A participação do depósito caução, porém, ficou abaixo da registrada em julho, quando chegou a 78,7% dos contratos. O seguro-fiança ganhou espaço no período.



Onde estão os imóveis negociados?

Nas vendas, os bairros classificados como nobres concentraram 34,9% das negociações. As regiões centrais e as demais localidades tiveram 32,5% cada. Nas locações, o cenário foi diferente. As demais regiões responderam por 47,7% dos contratos, seguidas pelos bairros nobres, com 34,1%, e pelas áreas centrais, com 18,2%.

Os números mostram que o mercado imobiliário da Baixada Santista teve comportamentos distintos em agosto. Enquanto as vendas registraram forte recuperação, as locações apresentaram acomodação depois do avanço observado no mês anterior.

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