Estrutura inflável de lona protege o canteiro e permite avançar na fase de fundação; unidade terá 30 leitos e atendimento gratuito pelo SUS
Geilton Junior
Publicado em 03/11/2026, às 17h30
Uma solução de engenharia pouco comum foi adotada na construção do primeiro hospital pediátrico público da região, em Santos. Uma bolha gigante de lona, fixada ao solo e inflada por ventiladores, permite que os trabalhadores mantenham o ritmo das obras mesmo durante o período de chuvas.
A estrutura foi instalada no canteiro do Complexo Areia Branca, na Zona Noroeste, onde está sendo construído o hospital que receberá o nome de Prefeita Telma de Souza. O empreendimento fica na esquina das ruas César Augusto de Castro Rios e Afonso Schmidt.
Segundo a prefeitura, a proteção permite a continuidade dos trabalhos, que estão na fase final das fundações. A concretagem está programada para novembro, e a próxima etapa será a execução da superestrutura, que corresponde à estrutura principal do edifício.
O novo equipamento terá aproximadamente 4,4 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em seis pavimentos, além do térreo. A estrutura contará com 30 leitos infantis, sendo 20 de enfermaria e dez de unidade de terapia intensiva (UTI).
O atendimento será gratuito e integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade oferecerá internações, cirurgias, exames de diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes pediátricos.
O térreo concentrará recepção, consultórios, sala de raio-X e áreas técnicas. O primeiro pavimento receberá o centro cirúrgico, a central de material e esterilização e o laboratório. A UTI ficará no segundo andar, enquanto as enfermarias ocuparão o terceiro e o quarto pavimentos.
Os demais andares terão áreas administrativas, espaços de nutrição e instalações técnicas.
O hospital integra o Complexo Areia Branca, projeto que reúne equipamentos de saúde, educação e esporte na Zona Noroeste de Santos. A escola de educação infantil terá capacidade para 275 alunos e contará com 11 salas de aula, biblioteca, estudioteca, sala de atendimento educacional especializado (AEE), ateliê de artes e outros ambientes pedagógicos.
A construção da unidade escolar está na fase de execução da superestrutura. O espaço também terá uma quadra esportiva coberta e um campo de futebol gramado.
O complexo tem investimento estimado em R$85 milhões e resulta de parceria entre a prefeitura de Santos e o consórcio GUV, formado pelas empresas Ultracargo, Granel Química e Vopak Brasil.
O modelo prevê a cessão de um terreno municipal localizado na Alemoa às empresas após a conclusão do empreendimento. A iniciativa reúne diferentes serviços públicos em uma mesma área e pretende ampliar a oferta de atendimento pediátrico, educação infantil e atividades esportivas na Zona Noroeste.