Crime ocorreu em janeiro, em Caraguatatuba; vítima foi encontrada morta em calçada, no bairro Porto Novo, com escoriações na face
Estéfani Braz
Publicado em 16/05/2024, às 09h12
A Polícia Civil de Caraguatatuba prendeu um homem, acusado de matar uma transexual, em janeiro, no bairro Porto Novo, em Caraguatatuba, no litoral norte. O acusado é ex-companheiro da vítima e confessou o crime. Na quarta-feira (15), sua prisão foi convertida em preventiva. A vítima, Bruna Trindade, foi encontrada morta em 12 de janeiro em uma calçada, na alameda Francisco de Assis Rosa Silva, no bairro Proto Novo, com lesões na face.
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Durante as investigações, comandadas pelo 1º Distrito Policial de Caraguatatuba, o suspeito negou envolvimento no crime e afirmou que a vítima possuía inimigos na cidade e em Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Em sua primeira versão, o ex-companheiro da vítima disse que não estranhou a ausência dela, pois mantinham um relacionamento aberto. Após pedido judicial de quebra de sigilo telemático dos dados do telefone dele, a Polícia Civil identificou novas provas, esclarecendo a autoria do crime. O homem teve a prisão temporária decretada; foi localizado em Taubaté e transferido para Caraguatatuba.
Após ser preso, ele confessou a autoria do crime e afirmou que a vítima estava fazendo ameaças de morte a ele e a sua família. A Justiça autorizou a conversão da prisão temporária em preventiva.
De acordo com a Polícia Civil, o ex-companheiro de Bruna confessou que o casal discutiu na rua por volta das duas horas da manhã do dia 12 de janeiro. Durante a briga, o homem asfixiou a vítima com um golpe mata-leão, técnica de estrangulamento usada nas artes marciais japonesas, realizada pelas costas da outra pessoa. Ele ainda teria golpeado Bruna com pedras na cabeça até a morte. Segundo depoimento, o homem agiu sozinho no crime.
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