Cerca de 2 mil pessoas passaram pela praça da Cultura, em Caraguatatuba, no primeiro dia de evento; programação segue até domingo
Estéfani Braz
Publicado em 13/07/2024, às 17h41 - Atualizado às 18h04
Com 25 anos de existência, o Festival do Camarão é uma tradição em Caraguatatuba, no litoral norte. A festa começou na sexta-feira (12) e segue até domingo (21), na praça da Cultura. O evento movimenta a cidade em período de baixa temporada e atrai turistas amantes do crustáceo. O festival apresenta pratos e quitutes com o camarão como ingrediente principal e muita cultura. A entrada é gratuita ele funciona das 11h às 23 horas.
Luiz Antonio de Assis é pescador há 40 anos e afirmou que o evento ajuda economicamente o setor. “Começamos a estocar a partir do fim do defeso. A expectativa é de que o festival ajude a escoar, no total, cerca de dez toneladas de camarão”.
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O festival pretende valorizar e divulgar o patrimônio cultural e imaterial enraizado à vida pesqueira dos caiçaras. Neste ano, o pescador homenageado é o caiçara Antônio Cortês do Espírito Santo, o Baguinha, de família tradicional de pescadores e também fazedor de canoas reconhecido na cidade.
Nesta edição, o festival contará com 20 barracas, das quais 18 de alimentos e duas de doces caseiros e tradicionais, ao som de boa música e cultura tradicional.
A presidente da Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (Fundacc), Malu Baracat, ressaltou que o primeiro dia de evento já foi um sucesso. “A gente teve cerca de duas mil pessoas na praça da Cultura nesse primeiro dia. A gente espera que até domingo que vem duzentas mil pessoas passem aqui pela tenda. A novidade é que tudo que está sendo vendido no festival é produzido por caiçaras”.
O festival foi criado em 1998, com objetivo de fortalecer os pescadores na venda do camarão após o defeso, época em que a captura do crustáceo é proibida. O primeiro evento teve somente a venda in natura em tendas montadas no calçadão da avenida da Praia, próximo ao entreposto de pesca.
A partir da segunda edição, ainda no calçadão, o festival adquiriu novas proporções. Começaram as homenagens aos pescadores antigos, casa caiçara com produção de farinha de mandioca, cunhagem de canoa, barracas de alimentação, programação artística com grupos tradicionais, tendas da memória e das artes, com artesanato e artes plásticas, oratório de São Pedro e as tradicionais bênçãos dos barcos e corridas de canoas.
O metalúrgico Alexander Bueno é de São José dos Campos. Ele estava com a família curtindo o festival e é a quarta vez que participam. "A nossa expectativa é passar o fim de semana bem com a família e eu prefiro só o camarão, então foi o que pedi para comer. A minha filha já preferiu o pastel de camarão. Mas está muito bom”.
Neste domingo (14), realiza-se a Corrida de Canoa Caiçara. O evento é parte do festival e, até ano passado, era realizado no último dia do festival. Mas, neste ano, foi transferido para o primeiro domingo de festa. As provas tem início às 9h. As inscrições são realizadas no dia da corrida, a partir das 7h30, na praia do Centro. Haverá, ainda, um café da manhã tradicional, premiação para os primeiros colocados e almoço de confraternização.
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