Forte São João em Bertioga passa por restauro e pintura

Intervenção ocorre entre 29 de abril e 5 de maio com uso de técnicas especializadas e materiais compatíveis com o patrimônio tombado no litoral de SP

Da redação
Publicado em 28/04/2026, às 13h52

Durante o período de obras, museu do Forte São João ficará fechado para visitação - Divulgação/Prefeitura de Bertioga


Bertioga, no litoral de São Paulo, inicia, no dia 29 de abril, processo de restauro e pintura no Forte São João, um dos principais marcos históricos do município. A intervenção segue até o dia 5 de maio e tem como foco preservar as características originais do monumento. Durante os dias de intervenção, o museu do Forte São João ficará fechado para visitação. Já o Parque dos Tupiniquins seguirá aberto ao público.

O trabalho adota técnicas específicas de conservação e restauração de edificações históricas, com uso de materiais compatíveis com a idade do patrimônio. Entre eles está a cal virgem, tradicionalmente utilizada em processos de restauração e adequada para esse tipo de construção.

O material empregado na intervenção foi cedido pelo Estúdio Sarasá, instituição reconhecida pela atuação na área de restauração patrimonial.



Técnicas e acompanhamento especializado

A execução conta com acompanhamento técnico especializado, feito em conjunto com a zeladoria patrimonial do Forte São João. O objetivo é garantir que todas as etapas sigam os critérios exigidos para conservação de bens históricos.

Sobre o Forte São João

Com 492 anos de história, o Forte São João é um dos principais cartões-postais de Bertioga e referência histórica no litoral brasileiro. Tombado como patrimônio nacional, o espaço recebe cerca de 10 mil visitantes por mês e integra a lista indicativa de monumentos brasileiros que concorrem ao título de Patrimônio Cultural Mundial da Unesco.

Considerada a fortaleza militar mais antiga do Brasil, a construção teve início em 1532, ainda em estrutura de paliçada. A versão em alvenaria foi erguida em 1547. O nome atual passou a ser adotado em 1765, em referência a uma capela dedicada a São João, padroeiro do município.



A estrutura possui formato de polígono retangular, típica da época, com guaritas nas extremidades e um terraço que hoje funciona como mirante. No interior, o espaço reúne peças históricas do período colonial, como canhões, armaduras, fotografias, quadros e esculturas.

O local teve papel estratégico em conflitos entre povos indígenas da região, como  os tupiniquins, aliados dos portugueses, e os tupinambás, que tinham influência francesa, além de ter sido cenário de acontecimentos importantes da história do Brasil.

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