Mais de um século de travessia entre Santos e Guarujá revela transformações no transporte aquaviário e na gestão pública paulista
Redação
Publicado em 03/07/2025, às 09h15 - Atualizado às 18h50
Santos e Guarujá, dois dos principais municípios da Baixada Santista, ocupam ilhas distintas: a primeira, na ilha de São Vicente, ao lado do município homônimo, e a segunda, na ilha de Santo Amaro. A conexão entre elas exige a travessia do canal do Porto de Santos, atualmente realizada por balsas e lanchas, em trajeto que leva apenas alguns minutos.
A primeira lancha de passageiros ligando as ilhas de São Vicente e Santo Amaro, entrou em operação há mais de um século, em 1912, então com capacidade para 200 pessoas. Até a década de 1970, a população dos municípios de Santos e Guarujá contava apenas com os serviços de catraias (embarcação do tipo canoa motorizada) e de balsas da Ponta da Praia para ir de uma cidade a outra.
Trabalhadores locais precisavam de uma ligação viária mais rápida, eficiente e permanente, que garantisse o deslocamento diário de maneira ágil e segura. Além disso, o crescimento das áreas urbanas de Santos e São Vicente, essencial para o desenvolvimento da Baixada Santista, tornava urgente a criação de um meio de transporte ágil para a população.
Em 1978, foi inaugurada uma linha de passageiros no bairro Ponta da Praia, em Santos, ampliando a ligação entre as ilhas de São Vicente e Santo Amaro. Já em 1989, a operação das travessias passou para a responsabilidade da Dersa, utilizando embarcações de madeira para o transporte de veículos. A menor delas, a FB-01, acomodava até seis carros, enquanto as FB-03 e FB-04 tinham capacidade para oito veículos pequenos, sem espaço para caminhões.
Desde então, o sistema passou por uma série de programas de modernização, implementando mais conforto, segurança e agilidade para os usuários. Em 2020, em função do processo de liquidação da Dersa, as travessias litorâneas do estado de São Paulo passaram a ser atribuição do Departamento Hidroviário – DH, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), e subordinado à Subsecretaria de Logística e Transportes.
Em 2025, com a reestruturação organizacional da Semil, o DH foi incorporado à estrutura da Subsecretaria de Logística e Transportes, e a gestão do sistema passou a ser responsabilidade da Coordenadoria de Travessias.
Travessia Santos/Guarujá
Travessia Santos/Vicente de Carvalho
Com informações de Semil
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