Nova concessão prevê R$ 2 bilhões em melhorias para as travessias de balsas e traz promessas para primeiro e quarto ano de nova gestão
Thomas Henry
Publicado em 14/07/2025, às 11h36
O sistema de travessias por balsas no estado de São Paulo passará por transformação significativa nos próximos anos. A nova concessão, prevista para ser assinada até o final de 2025, inclui a entrega de embarcações mais modernas, sustentáveis e com maior capacidade de operação, além de mudanças tarifárias, segundo informou a Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (SPI).
O projeto contempla 14 travessias hídricas distribuídas por diferentes regiões do estado, incluindo as operadas pela Coordenadoria de Travessias da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), as balsas da Emae, na Região Metropolitana de São Paulo (Bororé, Taquacetuba e João Basso), e três ligações na região do Vale do Paraíba, localizadas em Paraibuna (Porto Paraitinga, Porto Natividade da Serra e Porto Varginha).
A modernização da frota impactará diretamente a travessia mais movimentada do estado, entre Santos e Guarujá, onde as novas embarcações começarão a ser entregues no quarto ano da concessão. Segundo a SPI, os modelos trarão motores mais potentes, permitirão operações mais estáveis, mesmo em condições náuticas desafiadoras, e terão tecnologias que possibilitam operar com ventos mais fortes, respeitando as normas da Autoridade Marítima.
As novas balsas também devem priorizar alternativas menos poluentes, como motores híbridos ou movidos somente à propulsão elétrica, o que, de acordo com a secretaria, trará ganhos operacionais e econômicos, reduzirá filas e melhorará a experiência do usuário.
Outro ponto confirmado pelos documentos da concessão é a gratuidade da tarifa para pedestres, com ou sem bicicletas, na travessia Santos-Guarujá, que hoje custa R$ 3,10. A isenção está prevista já para o início da concessão, informou a SPI. A queda também foi confirmada pelo vereador Felício Ramuth (PSD), no fórum A Região em Pauta, do Grupo Tribuna, no dia 30 de junho.
Com investimento estimado em mais de R$ 2 bilhões, a expectativa é de que as mudanças tragam mais eficiência à mobilidade entre cidades separadas por rios, canais e represas.
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