VALORIZAÇÃO E CULTURA

Santos tem ampla programação gratuita para celebrar o Dia da Mulher Negra; confira

Para celebrar as tradições afro-brasileiras, cidade do litoral paulista promove fórum, apresentações de samba e atividades formativas


Redação
Publicado em 24/07/2025, às 10h55

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Mulheres negras, usando turbantes e celebrando o Dia Nacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
Programação gratuita em Santos inclui oficina de turbantes e tranças nagô na Casa da Mulher - Tânia Rêgo/Agência Brasil


Santos, no litoral de São Paulo, promove, nesta sexta-feira (25),  ampla programação gratuita para celebrar o Dia Nacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Segundo a prefeitura, as atividades, que ocorrem em diversos locais, buscam valorizar as tradições afro-brasileiras e a força da mulher negra.

As atividades começam às 8h com o Fórum da Saúde Integral da População Negra de Santos, no auditório da Unifesp, situada na rua Carvalho de Mendonça, 144, no bairro Vila Mathias. O encontro, que segue até às 12h, visa fortalecer os comitês de saúde da população negra, os movimentos sociais e o SUS, afirma a administração municipal.

A partir das 13h30, a celebração continua com música e samba na praça Mauá, no centro histórico. O local recebe apresentações de porta-bandeiras e mestres-salas de agremiações, como a X9.



Turbantes
Divulgação/Prefeitura de Santos

Em seguida, das 14h30 às 16h30, a Casa da Mulher, na avenida Rangel Pestana, 150, também na Vila Mathias, promove  oficina gratuita de turbantes e tranças nagô.A atividade será ministrada por Luciana da Cruz (LCrus Moda Autoral) e Dryn Barbosa (Tranças D’Maria), sem necessidade de inscrição prévia.

A programação é promovida pela prefeitura de Santos, por meio das Secretarias da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), de Cultura (Secult) e de Educação (Seduc). A iniciativa tem parceria com o coletivo AfroTu,  Associação Comercial de Santos e  Coletivo Semana Tereza de Benguela.

Por que 25 de julho é o Dia da Mulher Negra? Conheça a história da data

Angela Davis
Divulgação/Governo Federal

"Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. A frase de Angela Davis contextualiza a criação do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.



A data, segundo o governo federal, surgiu da necessidade de reverter dados de desigualdade. De acordo com o IBGE, a população negra corresponde a 54% dos brasileiros, mas, apesar de ser maioria, é a que mais sofre com a pobreza. Diante desse cenário, em 1992, foi organizado o primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas em Santo Domingo, na República Dominicana.

No evento, foram discutidos os problemas e as possíveis soluções para as questões que atingem essa população. A partir do encontro, nasceu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas.

A rede, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), lutou pelo reconhecimento do 25 de julho como data oficial. No Brasil, a Lei nº 12.987, de 2 de junho de 2014, instituiu o dia como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, homenageando a líder quilombola, um símbolo na luta contra a escravização.



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