Ave tradicional do Natal, pode ficar macia e saborosa com marinada, manteiga e tempo certo de forno; veja dicas e o pulo do gato para não errar no preparo

Ele pode até ter perdido o posto de estrela absoluta do Natal, mas segue firme na mesa da maioria das famílias brasileiras. O peru ainda carrega a fama de carne sem graça e ressecada, reputação que não se sustenta quando o preparo é bem feito. Com alguns cuidados simples, a ave pode ficar macia, úmida e muito saborosa.
Enquanto isso, o chester disputa espaço na ceia. Criado pela Perdigão e lançado no Brasil em 1982, o chamado “superfrango” ganhou popularidade por ter peito e coxas maiores e carne naturalmente mais úmida.
O nome vem de chest (peito, em inglês) e a ave é selecionada para ganhar peso com menos gordura, à base de milho e soja.
Itens centrais da ceia, as duas aves lideram a inflação dos alimentos típicos da data. Segundo a Fipe, o preço do peru subiu 13,62% neste ano, enquanto o chester avançou 13,85%.
Diferente do chester, que pode ir direto ao forno, o peru pede atenção extra. O segredo está na marinada caprichada e no uso generoso de manteiga, espalhada por baixo e sobre a pele. Esse cuidado simples faz toda a diferença no resultado final: carne dourada por fora e suculenta por dentro.
Na hora de acompanhar, a farofa de banana é quase imbatível. Muitos preferem servi-la separada, em vez de rechear a ave. Dentro do peru, basta uma cebola e ervas frescas, que aromatizam a carne e ainda ficam deliciosas depois de assadas.
Antes de tudo: certifique-se de que o peru está totalmente descongelado. Retire os miúdos e seque bem a parte interna e externa.
Marinada: deixe a ave marinando na geladeira, coberta com filme plástico, e vire a cada três horas para absorver bem os temperos. Mesmo os perus já temperados se beneficiam desse processo.
Manteiga é essencial: solte a pele com cuidado e espalhe manteiga por baixo. Esse é um dos principais segredos da suculência.
No forno: asse a 180 °C, regando com a marinada a cada 20 minutos. Cubra asas e pés com papel-alumínio para evitar que queimem.
Tempo certo: calcule cerca de 45 minutos para cada quilo da ave. Ao espetar perto da coxa, o líquido deve sair claro; se estiver rosado, precisa de mais tempo.
Descanso final: após sair do forno, deixe o peru descansar por 20 minutos antes de cortar. Isso evita que a carne perca suco.
Vejareceita de peru assado na manteiga com batatas rústicas e alho assado
Nos Estados Unidos, o peru segue absoluto no Dia de Ação de Graças. A tradição vem da época dos colonizadores, quando a ave ajudou a matar a fome dos primeiros habitantes europeus. De origem americana, provavelmente do sul do México, o peru foi domesticado há quase mil anos e chegou à ceia brasileira no século XIX.