Cuidar da aparência e da manutenção do veículo pode acelerar a venda e garantir uma valorização significativa no preço final

Vender um carro usado pode ser um desafio, mas algumas medidas simples fazem diferença tanto na velocidade da negociação quanto no valor comercializado. Com o mercado de seminovos aquecido no Brasil, no comparativo de agosto de 2025 com 2024, a Fenauto registrou 20,5% de crescimento na venda de carros seminovos.
Por outro lado, os compradores também estão mais exigentes, explica Ycaro Martins, fundador da Vaapty, que é líder no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil.
A primeira impressão conta muito. Um veículo limpo, polido e com o estofamento bem conservado se destaca imediatamente nos anúncios. Esse cuidado estético transmite confiança, atrai mais interessados e até reduz o espaço para negociações por preço menor”, afirma Martins.
Além da estética, a manutenção preventiva é outro ponto decisivo. Itens como pneus, freios, iluminação e bateria devem estar em boas condições. Manter e apresentar notas fiscais e comprovantes de revisões realizadas em concessionárias ou oficinas de confiança também agrega valor ao veículo.
“Um histórico de manutenção organizado, com peças originais e serviços regulares, mostra ao comprador que o carro foi tratado com zelo e responsabilidade”, acrescenta.
Outro fator essencial é manter a documentação em dia. Multas, IPVA e licenciamento atrasados podem travar a negociação e até reduzir o preço final. Pequenos reparos também são investimentos que geram retorno: riscos na pintura, detalhes no interior e ajustes simples na lataria ajudam a evitar descontos excessivos solicitados por compradores.
“Condições de lataria, estofamento e painel influenciam diretamente no valor de mercado. O histórico de batidas e qualquer sinal de ferrugem ou amassado pode desvalorizar o carro. Já os veículos com revisões feitas em concessionária costumam valer mais”, orienta o fundador da Vaapty.