Justiça espanhola pede prisão de Neymar Jr

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Publicado em 23/11/2016, às 11h11 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h39

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Foto: neymarjr.org

A Fiscalia da Audiência Nacional, de Madri, na Espanha, pediu a prisão, por dois anos, do jogador brasileiro Neymar Jr., nesta quarta-feira, dia 23. A decisão é em decorrência da suposta ilegalidade na transferência do atleta para o Barcelona, em 2013, baseada na queixa do fundo de investimento DIS, ex-detentor dos direitos de Neymar,o qual reivindica porcentagem maior na transação do craque para a Espanha.

O Ministério Público Espanhol pede que a família do brasileiro pague multa de R$ 40 milhões, além de pedir, por cinco anos, a prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Roseli, que era o mandatário do clube espanhol quando Neymar deixou o Santos. Na decisão, a Justiça espanhola também pede a prisão do pai de Neymar e de Odilio Rodrigues, ex-presidente do Santos. "O Barcelona e o jogador burlaram as normas da Fifa e alteraram a livre competição no mercado de transferências. Mas, mais que o enfoque legal, devemos nos perguntar que tipo de exemplo dá um esportista que é capaz de trair assim quem confiou e investiu nele, incluindo a assinatura de contratos simulados. São esses valores que queremos transmitir a nossos filhos? São esses os valores do Barcelona? O que pensam os patrocinadores do Barcelona e do jogador? Não podemos consentir que Neymar seja exemplo para nossos filhos", disse o diretor da DIS, Roberto Moreno.

Segundo divulgado pelo jornal espanhol "Marca", a DIS quer que todos os envolvidos fiquem inabilitados de exercerem funções no futebol e, caso isso ocorra, Neymar terá de dar adeus aos gramados.

Acusação

A venda do jogador brasileiro foi fixada em 17,1 milhões de euros. O fundo de investimentos DIS detinha 40% dos direitos de Neymar, enquanto o Santos possuía 55%, e Teísa, 5%. Porém, em 2015, a DIS denunciou o clube brasileiro, o Barcelona, além do jogador e da família dele, alegando que o contratos da negociação foram alterados para diminuir os lucros dos terceiros, o que teria gerado uma fraude de 40 milhões de euros, cerca de R$ 151 milhões.

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