Sustentabilidade

Ilhabela pode sediar Encontro Mundial dos Profissionais do Bambu

Possibilidade foi anunciada durante a Exposição Internacional do Bambu Ilhabela, que terá segunda edição em 2019

Da Redação
Publicado em 05/12/2018, às 12h33 - Atualizado em 23/08/2020, às 18h04

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Divulgação/PMI
Divulgação/PMI

A construção de um Centro de Capacitação, voltado ao estudo e uso do bambu, e a possibilidade de sediar o Encontro Mundial dos Profissionais do Bambu em 2022. Estes foram alguns dos resultados da  Exposição Internacional do Bambu Ilhabela, encerrada no domingo, 2, no arquipélago. O sucesso foi tanto, que o prefeito Márcio Tenório já anunciou a realização da segunda edição do evento para 2019. 

Aproximadamente cinco mil pessoas passaram pelos jardins da Fazenda Engenho D’Água, em meio a um cenário montado com milhares peças de bambu, durante os quatro dias de evento. Da ilha da Vitória, foram levadas mil varas de bambu, que deram vida às 64 barracas expositoras, portal de entrada e toda a fachada da fazenda.

As comunidades e artesãos da cidade tiveram a oportunidade de divulgar seus trabalhos, que surtiu retorno positivo em relação às vendas. Como por exemplo, a comunidade da ilha de Búzios, que expôs licor de juçara, esteiras feitas com o cacho do fruto e 200 peças exclusivas feitas com o bambu taquaruçu. A comunidade da ilha da Vitória apresentou mais de 300 itens produzidos com bambu; e a comunidade de Castelhanos, os famosos cestos de bambu e cipós timbó-peba.

Realizado pela Secretaria do Desenvolvimento e Inclusão Social de Ilhabela, e promovido pela Nunes Bambu, o evento contou com a participação de alguns dos maiores bambuzeiros da atualidade, do Brasil e do mundo, com representantes da Colômbia, Argentina, Equador e Guatemala.

Durante o encontro foi anunciado que profissionais e associações ligados ao bambu e universidades presentes ajudarão na construção de um centro de capacitação voltado ao estudo e uso do produto. Outra novidade foi a possibilidade de Ilhabela sediar o Encontro Mundial dos Profissionais do Bambu em 2022 (em 2020 será realizado em Pequim, na China).

De acordo com a secretária da pasta, Nilce Signorini, as expectativas em relação ao evento foram ultrapassadas, ela disse:  “Atingimos um objetivo importante, fazer com que as comunidades tradicionais se sintam prestigiadas e valorizadas”. Nilce destacou que o projeto de inclusão produtiva é essencial, tendo em vista a época do defeso, assim como a escassez do pescado: “Queremos agregar esse projeto à merenda escolar, introduzindo o broto e a farinha do bambu”. 

Outro ponto importante exposto pela secretária foi o contato realizado com o Consulado da China no Brasil: “Poderemos firmar intercâmbio voltado ao estudo e aperfeiçoamento, não somente na área do bambu, como também do pescado”. O prefeito Márcio Tenório parabenizou iniciativa: “Hoje, por meio da cultura do artesanato do bambu, o projeto de inclusão produtiva vem, com certeza, incentivar a nossa população, gerando emprego e renda, como uma alternativa de subsistência para as comunidades”. 

Bambu na ilha Vitória

A maior plantação no arquipélago encontra-se na ilha da Vitória, comunidade situada ao norte do arquipélago, desde a década de 1930. São 40 mil metros quadrados da espécie Phyllostachys aurea.  Desde 2014  a comunidade local tem recebido orientações do professor João Nunes sobre o correto manejo e transformação do bambu como uma das alternativas de subsistência, nos períodos de defeso do pescado.

Na colheita deste ano, entre os meses de setembro e novembro, a comunidade realizou testes com o broto do bambu, como forma de alimentação, para que futuramente venha a ser comercializado também.

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