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Grupo 'Pau a Pique' comemora 40 anos de trajetória com evento em Santos

Além da apresentação, será lançado o compêndio musical 'O Canto do Meio', com letras e cifras de quatro décadas de composições

Grupo se destaca pela sonoridade acústica rústico-caiçara e pelo engajamento em diversas causas - Divulgação
Grupo se destaca pela sonoridade acústica rústico-caiçara e pelo engajamento em diversas causas - Divulgação


Ao completar 40 anos de carreira, o grupo musical Pau a Pique celebrará a marca com uma série de atividades gratuitas, no Instituto Arte no Dique, em Santos, no litoral de SP. No dia 20 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 15h, o público pode acompanhar a apresentação do grupo e o lançamento de seu compêndio musical O Canto do Meio, parte do evento 40 anos em 40 canções.

O material reúne quatro décadas de letras e cifras da banda, conhecida por seu forte envolvimento com movimentos sociais e festivais de música. São 208 acordes e 366 cifras e, segundo Antônio do Pinho, um dos fundadores do grupo, a ideia veio a partir do Festival de Música Autoral de Guarujá (Femag).

“A criação do compêndio veio da necessidade de enviar canções com letras e cifras para o Femag. Mandamos três canções e iniciamos a cifragem de um baú de minha autoria com duas centenas de canções, sendo que 40 delas foram selecionadas para o livro”, diz o músico.



História

Fundado em 1985, o Pau a Pique se destacou por sua sonoridade acústica rústico-caiçara e pelo engajamento em diversas causas. Além do Femag, o grupo participou do Festival de Música Popular Brasileira (Festhamar) em Santos, também no ano de 1985.

Apesar de ter músicas censuradas durante a ditadura militar, o grupo manteve-se ativo ao longo dos anos com apresentações em eventos sociais e manifestações culturais. "Nossa autoavaliação é ótima, pois conseguimos continuar atuantes mesmo com os compromissos de subsistência", destaca Antonio.

Atualmente a banda conta com seis integrantes, incluindo dois dos três fundadores. Com proposta colaborativa, os músicos formam uma orquestra popular contemporânea, na qual equilibram tradição e inovação sonora.



Seus shows trazem uma combinação de poesia, ritmos variados e instrumentos como violão, escaleta, pandeiro, triângulo e rawé (rabeca), este último tocado por um legítimo integrante do povo guarani, o Werá Mirim Juninho. O Instituto Arte no Dique fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 1.349, no Jardim Rádio Clube, em Santos.

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