MARGINAL ALADO

Filme sobre Chorão do Charlie Brown apresenta o outro lado da vida do cantor. Veja onde assistir;

Musico foi uma das estrelas do rock nacional durante duas décadas. Documentário de 1h15 ajuda a entender os bastidores: dos shows à relação com as drogas


da Redação
Publicado em 09/04/2021, às 12h47 - Atualizado às 13h16

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Vocalista morreu em 2013 após uma overdose de cocaína - Reprodução/ Chorão: Marginal Alado
Vocalista morreu em 2013 após uma overdose de cocaína - Reprodução/ Chorão: Marginal Alado


https://www.youtube.com/watch?v=6vUY4ZB-NBY

Repleto de polêmicas e com acervo invejável de imagens inéditas de shows, viagens e conversas nos bastidores o documentário Chorão: Marginal Alado, do diretor e cineasta Felipe Novais, apresenta o lado divertido e problemático do vocalista do Charlie Brown Jr. falecido em 2013 após overdose provocada pelo consumo de cocaína. Entre outras questões o filme de 1h15 aborda a relação com fãs e empresários e, traz também a ultima entrevista do baixista Champignon, que morreu dias depois. O filme está disponível na plataformas YouTube Filmes, Google Filmes e Globoplay.

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A família do músico cedeu um compilado com imagens de mais de 700 fitas e não se esquivou das dualidades.

"O Chorão tinha um controle muito forte da própria imagem. Dificilmente se encontra um material muito exclusivo da convivência. Foi um desafio encontrar esse material e, depois de encontrado, garimpar quase 800 horas de material do arquivo pessoal de um cinegrafista que o acompanhava", contou o cineasta.

Entre as cenas destacam-se uma conversa simples com uma fã pela janela da van durante uma turnê e, outra após uma ida ao hospital por problemas com drogas dias antes da overdose que o matou. Falas incomodas como a bronca em um produtor durante um show dentro do camarim, a cabeçada no vocalista do Los Hermanos Marcelo Camelo e o ‘esculacho’ no baixista do Charlie Brown não foram deixadas de lado.



O produtor Rick Bonadio exalta os episódios de agressão como “dignos de um rockstar", e ao falar do caso com Camelo, ele ressalta que "roqueiro é assim".

Outro entrevistado é o advogado Maurício Cury, amigo de infância e, que defendeu o vocalista uma série situações. O vocalista Rodolfo ex-Raimundos e o cantor Zeca Baleiro também deram seus relatos e destacaram o lado amigável e prestativo da fera.

O documentário também ajuda a entender os motivos que fizeram de Chorão o último grande ídolo do rock brasileiro entre eles o amor pela cidade de Santos (SP); posicionamentos políticos e sociais; a dramaturgia (sim, Chorão dirigiu vários videoclipes da banda, e até um filme: ‘O Magnata’ - lançado em 2007); premiações em concursos de músicas; e os vários álbuns lançados, na incrível média de um por ano com clássicos como Te Levar, Como Tudo Deve Ser, Vícios e Virtudes entre outros.



Para fãs pouco familiarizados com a origem do cantor, o longa faz um retrato importante dos tempos de juventude. Antes de vingar na música, Chorão surpreendia nas ruas de Santos com a sua habilidade em cima do skate e sua e sua identificação com a cena do esporte, àquela altura em ascensão no país.

Em 2019, “Chorão: Marginal Alado” venceu como melhor documentário na categoria voto popular na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. 

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