Dia da padroeira de Cubatão é feriado municipal; entre as celebrações, uma procissão luminosa percorrerá as ruas da cidade

Para celebrar o dia da padroeira de Cubatão, a igreja matriz, paróquia Nossa Senhora da Lapa (av. Nove de Abril, 1947, centro), promove a tradicional Festa da Padroeira Virgem da Lapa, nesta sexta-feira, 15 agosto, que também é feriado na cidade.
A festa terá três celebrações especiais: às 8h, presidida por Dom Joaquim; às 10h, a missa de São Tarcísio com o padre Wilson, ambas na matriz Nossa Senhora da Lapa. Às 18h, uma procissão luminosa percorrerá as ruas de Cubatão, saindo da paróquia São Francisco (Vila Nova) rumo à matriz Nossa Senhora da Lapa, no centro. Às 19h, celebração de missa solene com Dom Tarcísio Scaramussa, no Centro Esportivo Romerão (rua Emb. Pedro de Toledo, 333). O encerramento será marcado por um show católico com o cantor Thiago Tomé.
Nesta quinta-feira (14), último dia da novena, haverá terço às 18h e missa às 19h, com o padre Ricardo de Barros Marques. O tema será Rogai por nós Santa Mãe de Deus! Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!. Também estão à venda, na secretaria da Paróquia, as camisetas oficiais da festa, pelo valor de R$50.

A história da devoção a Nossa Senhora da Lapa, em Cubatão, remonta ao século XVII, quando os jesuítas adquiriram, por meio de doação, um sítio que se transformou mais tarde na Fazenda Geral de Cubatão. O sítio era conhecido também como Fazendinha da Lapa.
No contrato de doação, havia uma cláusula que obrigava os padres a rezarem uma missa cantada, todos os anos, em ação de graças à Virgem Santíssima, com o título da Lapa. A missa, de acordo com as informações encontradas nos registros da Companhia de Jesus, passou a ser rezada na capelinha erguida pela proprietária das terras, antes do seu falecimento. A capela ficava próxima ao rio Cubatão.
Com a expulsão dos jesuítas das colônias portuguesas, pelo marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo, 1699-1782), a capelinha de Nossa Senhora da Lapa ficou abandonada, restando aos colonos, entretanto, a obrigação da missa conforme era o desejo da doadora das terras.
A imagem da santa, hoje na igreja matriz de Cubatão, teria sido trazida de Portugal ainda no período colonial pela família de Francisco Pinto, o primeiro donatário das sesmarias que deram origem a Cubatão.
Com informações de Blog Novo Milênio