Cerimônia de encerramento revelou vencedores de diversas mostras; festival reuniu mais de 120 filmes com exibição gratuita na Baixada Santista

A cerimônia de premiação do 12º Santos Film Fest – Festival de Cinema de Santos revelou os vencedores na noite da quarta-feira (26), em evento na Open House Idiomas, no Gonzaga.
A festividade encerrou nove dias de programação, que espalharam a sétima arte por 16 locais da cidade do litoral paulista.
Durante o festival, o público assistiu a mais de 120 filmes e aproveitou atrações musicais, exposição, lançamento de livro, feira de mídia física e atividades formativas, além de uma virada cinematográfica que atravessou a madrugada.
Na Mostra Regional Baixada Santista, o curta Daria um Filme, do diretor Matheus Tobias, de Peruíbe, conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo júri e também pelo Voto Popular.
Sander Newton, de Cubatão, levou o troféu de Melhor Direção por Meu Coração Amanheceu Pegando Fogo. A produção Brandina Fiusa – Espelhos do Passado, de Kauê Nunes, de Santos, recebeu Menção Honrosa.
Na Mostra Universitária Regional, Mono no Aware, de Matheus Antunes Duarte (Santos), foi eleito o Melhor Filme pelo júri. Bruna Matos e Lari Costa venceram na categoria Melhor Direção por Interlúdio, obra que também foi a escolha do Voto Popular.
Até o Sol se Pôr, de Alícia Munhoz, garantiu Menção Honrosa. Já na Mostra Periférica, Marilak, de Carlos Mosca, venceu como Melhor Filme pelo júri. Jéssica Thaís levou Melhor Direção por Solo Agridoce, também favorito do público. A Menção Honrosa ficou com Dr. Wiglot – Ruínas do Futuro, de Wagner Galucio Jr.
Os vencedores de Melhor Filme pelo júri e Voto Popular da Mostra Regional recebem, cada um, R$10 mil em locação de equipamentos da empresa Naimove. Na Mostra Universitária e na Mostra Periférica, as premiações chegam a R$8 mil em locações.
Além disso, os ganhadores regionais e universitários garantiram bolsas integrais para cursos virtuais da Escola de Efeitos Especiais, comandada pelo cineasta Delson Matos Gomes.

O festival também contemplou obras de diferentes regiões do Brasil e do exterior. Nas categorias nacionais de ficção, Girassóis, de Jessica Linhares e Miguel Chaves, venceu como Melhor Curta pelo júri, enquanto o longa Os Infiéis, de Tomás Fleck, conquistou Melhor Filme e Melhor Direção.
Entre os documentários, Replikka venceu como Melhor Curta e Anistia 79 garantiu o prêmio de Melhor Longa. A Mostra Universitária Nacional consagrou Corpos Santos como Melhor Filme.
No cinema internacional, o indiano My Father Is Afraid of Water levou o título de Melhor Filme entre os curtas, e o argentino Qonoq: Lo que comemos Nosotros venceu a categoria de longas.
Outros destaques incluíram Ybyra Aú: Espírito da Floresta (Melhor Filme e Direção na Mostra de Animação) e Mucura (favorito do júri e do público na Mostra do Assombro). Na Mostra Humanidades, Windows 51 levou o prêmio principal em curtas, e Lendo o Mundo em longas.
O diretor-geral do evento, André Azenha, celebrou os resultados da 12ª edição.
“Foi mais uma edição de sucesso. Chegamos a ter seis locais funcionando simultaneamente na cidade, todos com programação gratuita, e vimos o público lotando os diferentes espaços. Isso mostra que existe interesse por cinema e que, quando a programação chega às pessoas, elas ocupam esses lugares”, afirma o diretor-geral.
Para a diretora Paula Azenha, a presença de filmes de 20 estados e cinco países reforça a importância do festival para a região.
“Depois de recebermos o Prêmio Governador do Estado na categoria Audiovisual em 2026, esta edição reforça a consolidação do festival como o principal evento de cinema do litoral e do interior do estado de São Paulo”, destaca a diretora.
A edição de 2026 também homenageou a atriz Ondina Clais pelos 40 anos de carreira e a empresária Mônica Spada e Sousa.