Mensagens que circulam nas redes sociais revoltaram internautas e geraram abaixo-assinado on-line pedindo a expulsão do estudante

Um aluno de uma universidade particular de Santos, litoral de São Paulo, foi suspenso após a divulgação de mensagens atribuídas a ele com ameaças a uma colega de estupro e outras agressões físicas, por uma não correspondência a um relacionamento.
Segundo os prints, os crimes seriam cometidos caso a vítima se recusasse a manter relações sexuais com o autor das mensagens. Outra motivação seria por ela não lhe ter respondido mensagem no WhatsApp, mas ter visto publicações suas no Instagram.
Em um dos prints, o autor das ameaças enviou uma série de mensagens a um grupo de WhatsApp dizendo que, além do estupro, a agrediria com chutes em uma festa universitária.
Um trecho das conversas mostra a sequência na qual diz que ele estupraria a vítima caso não transasse:
Em outra parte da conversa, as ameaças continuam, incluindo as agressões físicas:
Nas imagens, é possível ver outras duas pessoas sendo mencionadas, uma das quais participa da conversa.
Um terceiro print mostra o que seria uma troca de conversa entre o aluno e a jovem, com mais ofensas contra ela. “Nem sei por que peguei você. Você parece um chupa-cabra de tão feia. Mas o bom é que seu prédio só tem gostosa”, escreveu.
Os comentários revoltaram internautas nas redes sociais. Além de diversos posts de protesto, foi criado um abaixo-assinado pedindo a expulsão do aluno da universidade, que até a publicação da reportagem tinha 1.873 assinaturas.
Segundo os sites G1 e VTV News, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o estudante pedindo desculpas pelo conteúdo das mensagens.
“A minha atitude foi extremamente indecente, totalmente horrorosa e que não tem cabimento você falar isso para alguém, mesmo que seja na brincadeira [...] Mas, eu quero dizer que eu não sou uma pessoa assim. Muito pelo contrário porque todos que me conhecem sabem que eu nunca fui assim na faculdade [...] “Quem me conhece sabe que eu nunca fui assim, nunca tratei ninguém dessa forma. Eu não tenho o que dizer, eu errei muito e já me retratei, mesmo que indiretamente, mas queria deixar claro que estou arrependido”.

Em nota, a Universidade Santa Cecília (Unisanta) disse que, assim que teve conhecimento das mensagens, iniciou apuração do caso por meio de procedimento interno, nos termos do Regimento Institucional, suspendeu o aluno e intimou o mesmo a apresentar sua defesa.
O estudante e a sua defesa não foram localizados, e seu perfil no Instagram foi desativado. Já a vítima também não foi localizada.
Também procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que, até o momento, não foi registrado um boletim de ocorrência referente ao caso. Porém, a Delegacia de Defesa da Mulher de Santos iniciou as investigações e realiza diligências para esclarecer o caso.
“A Universidade Santa Cecília trata todo e qualquer caso de violência com a máxima seriedade, repudia e não admite condutas que representem desrespeito ou violação à dignidade da comunidade acadêmica.
Tendo tomado conhecimento de prints no aplicativo de mensagens de WhatsApp, envolvendo nome de aluno calouro, o caso está sendo rigorosamente apurado por meio de procedimento interno, nos termos do Regimento Institucional. O aluno foi imediatamente suspenso e formalmente intimado a apresentar sua defesa. Concluída a apuração, serão aplicadas, com o máximo rigor, as medidas disciplinares cabíveis”.