Investigadores da Dise prendem mulher de 30 anos, em Itanhaém, suspeita de liderar facção criminosa e atuar no tráfico de drogas, no litoral paulista

Policiais da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), prenderam, na terça-feira (10), uma mulher de 30 anos suspeita de integrar e exercer função de liderança em facção criminosa, em Itanhaém, litoral de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura a participação da suspeita em atividades ligadas à organização criminosa e ao tráfico de drogas na região do litoral sul e do Vale do Ribeira. Prisão ocorreu no bairro Guarupá após autorização judicial para busca de provas relacionadas às ações do grupo.
Durante a diligência no imóvel, agentes localizaram caderno com anotações relacionadas à movimentação do tráfico de drogas, além do telefone celular utilizado pela investigada. O material foi apreendido para análise técnica.
De acordo com a investigação, a mulher participava de grupos em aplicativos de mensagens nos quais integrantes discutiam decisões e estratégias da facção. Conversas também indicariam envolvimento da suspeita em decisões internas do grupo.
Entre os registros analisados pela investigação há mensagens relacionadas à atuação do chamado "quadro disciplinar", estrutura interna da organização criminosa utilizada para mediar conflitos em comunidades e impor regras e punições.
Em uma das conversas divulgadas pela Polícia Civil, integrantes relataram intervenção após vizinhos reclamarem de discussão entre pai e filho, que gerou gritos e incomodou moradores próximos. Após a mediação da facção, os envolvidos chegaram a entendimento, e o responsável foi orientado a moderar a forma de correção para evitar novos conflitos.
Todo o conteúdo do celular da suspeita foi recolhido e encaminhado para perícia, que deve fazer análise detalhada das informações armazenadas nos dispositivos apreendidos.
Após a prisão, a mulher foi conduzida à delegacia para os procedimentos de polícia judiciária e permanece à disposição da Justiça; Segundo a Polícia Civil, as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos.