Escâneres corporais teriam constatado anormalidades, que impediram acesso ao presídio. CDP não diz o motivo

O CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, barrou a entrada de sete mulheres que visitariam custodiados no fim de semana, entre os dias 6 e 7 de maio, por anormalidades captadas por escâneres corporais. Para a Polícia Penal do Estado de São Paulo, foi um “recorde” em apenas um final de semana.
As entradas foram proibidas durante os procedimentos de segurança para visitação aos detentos, entre eles, o escâner corporal. Segundo a Polícia Penal, no sábado (6), três mulheres foram barradas quando passaram pela inspeção com o aparelho. O equipamento mostrou anormalidades nas imagens captadas e, por isso, o acesso das visitantes ao cárcere não foi autorizado, conforme estabelecido pelas normas internas da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).
Nas ocorrências registradas no CDP de Caraguatatuba no dia 6, duas jovens, de 23 e 21 anos, tentavam visitar os companheiros detidos. A terceira visitante, de 26 anos, não conseguiu ingressar na unidade prisional para visitar um irmão preso. Já no domingo (7), quatro mulheres, entre 30 e 32 anos, também companheiras de detentos, foram proibidas de ingressar no presídio ao serem surpreendidas na revista com o escâner corporal.
A Polícia Penal, no entanto, não informou quais seriam as anormalidades que teriam sido constatadas, como porte de drogas, por exemplo, ou se algum objeto ou droga ilícita foram apreendidos. O CDP diz ter aberto procedimento interno administrativo para suspender do rol de visitas da SAP todas as mulheres envolvidas nas ocorrências do fim de semana.