Intervenção

Segurança nas divisas é tratada com ministro da Justiça

Secretários da Segurança de SP, ES e MG discutiram a intervenção federal no Rio de Janeiro e as consequências para os três estados vizinhos

Da Redação
Publicado em 23/02/2018, às 07h41 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h30

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Rodrigo Paneghine/SSP-SP
Rodrigo Paneghine/SSP-SP

A intervenção no Rio de Janeiro e as possíveis consequências para São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais foi discutida em reunião entre os secretários dos três estados com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, na quinta-feira, 22. O intuito do encontro foi traçar estratégias conjuntas para a prevenção de crimes nas divisas com o estado carioca. 

Esta foi a primeira reunião entre os secretários da segurança Mágino Alves Barbosa Filho (paulista), Sérgio Barboza Menezes (mineira), e André de Albuquerque Garcia (capixaba) com o ministro e o secretário nacional do tema, o general Carlos Alberto Santos Cruz.

Apesar da preocupação, o secretário da Segurança Pública paulista esclareceu: "Como nos demais Estados [ES e MG], em nenhum momento se detectou migração da criminalidade do Rio de Janeiro para São Paulo. Nem quando houve a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), saturação em comunidades, ECO 92 ou mesmo durante a Copa do Mundo".

O ministro afirmou que a primeira motivação do encontro é a cooperação nos âmbitos político, financeiro e operacional: "Por mais eficaz que seja a intervenção no Rio e os órgãos de segurança pública do Espírito Santo, Minas e São Paulo, o êxito será maior se trabalharmos todos juntos".

Segundo Jardim, a União poderá auxiliar os entes federados por meio de envio de equipamentos, veículos e armamentos, além de permitir acordos para aprimorar a atuação integrada entre integrantes de ambos os poderes.

A precaução foi apontada pelo ministro como o segundo motivo da reunião. Disse ele: "Não sabemos as consequências que o sucesso da intervenção no Rio trará aos demais estados, então vamos priorizar a integração para inteligência, informação, alerta e precaução. Isso se dará, por exemplo, como o reforço de cooperação nas rodovias paulistas".

A pedido do secretário Mágino, Torquato afirmou que vai ratificar um protocolo de intenções para possibilitar a atuação da Polícia Militar bandeirante nas rodovias federais, especialmente no eixo Dutra-Fernão Dias.

Mágino Alves afirmou que, por São Paulo, irá intensificar as operações que já ocorrem nas divisas - incluindo, após acordo, as estradas federais. O secretário informou também que otimizará o uso de unidades de elite das duas polícias, como os batalhões do Comando de Choque e os grupos de repressão a roubos (Garra) e de reação (GER). "Além das ações nas rodovias, teremos ainda a utilização dos comandos estratégicos da PM, forças reservas do Comando Geral. O mesmo irá acontecer com os grupos especiais da Polícia Civil".

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